Eu me sinto como que traída todos os dias. Quem me trai é a vida. Ela era pintada de rosa, com balões vermelhos em um dia ensolarado. Se tornou cinzenta, mal humorada e sem esperança.

Um inferno astral constante caminha de dentro do estômago e vaza para a áurea.

O futuro que plantei com tanto cuidado, reguei, cultivei, brotou; uma flor morta. De pétalas enrugadas, caule escuro e mole.

Parafrasear o que nunca foi escrito me fez crer que sonhos podiam ser reais. Não percebi que eles só são reais dentro do possível até sentir que o impossível não era alcançável.

Nem se ficasse na ponta dos pés.

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