Da triste nova perda do que nos restou.

Essa semana o mundo literário perdeu mais um nome, grande nome Manuel de Barros. Seu coração parou em um dia 13, depois, do que ele próprio descreveu, de um estado de ruína.

Ano de perdas engloba esse 2014, que chegue logo seu fim, que termine e que pare de levar consigo nossos ídolos. Maré de dor que tem trago.

Ano cruel para as palavras, para o coração literário…

Em sua homenagem, o que de melhor ele deixou para nós.

Retrato do artista quando coisa

A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou
— eu não aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
usando borboletas.

 Manuel de Barros.

Manuel de Barros.

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