Nove ensaios dantescos e A memória de Shakespeare

Nove ensaios dantescos e A memória de Shakespeare

Jorge Luis Borges

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Sinopse: Nove Ensaios Dantescos & a Memória de Shakespeare – Ainda muito moço, Borges começou a percorrer a árdua topografia do mundo dantesco ao longo das viagens de bonde que o levavam ao trabalho cotidiano na sucursal Miguel Cané da biblioteca municipal de Buenos Aires. Descobriu então que os labirintos em italiano se deixavam vencer pela percepção central da mais extraordinária poesia, como se fossem o simples percurso de uma viagem lúcida e reflexiva através de um outro e mesmo universo em que se espelha, conforme a visão do grande poeta italiano, a aventura do homem na Terra e depois da morte. Em 1982, os ensaios deste livro são como relatos que refazem, numa tela fragmentária, os sugestivos pormenores simbólicos da história dessa viagem, ao mesmo tempo comum e insólita.
Depois vêm “A memória de Shakespeare” e mais três contos fantásticos, em que o tranquilo domínio do estilo e as pulsantes obsessões se casam a motivos recorrentes: “Shakespeare é meu destino”, como se diz numa de suas páginas, mas além dele retornam a rosa, tantas vezes tematizada, os tigres, desta vez azuis e inalcançáveis, e o tema do duplo, que reescreve “O outro”, do Livro de areia, de outra e mais complexa perspectiva. O conjunto formaria com algumas histórias não escritas um novo livro de contos, inacabado com a morte do autor em 1986.

Autor: Jorge foi escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino. Nasceu em 25 de Agosto de 1899 e faleceu em 14 de Junho de 1986. Com uma gama grande de obras que abordam a filosofia, metafísica, mitologia e teologia em narrativas fantásticas.

Resenha: O livro inicia-se com os nove ensaios sobre a obra de Dante Alighieri: A Divina Comédia. Confesso que não li o poema o que dificultou bastante a leitura dos ensaios, apesar do fato, os textos me ajudaram a entender bastante sobre a obra ainda desconhecida em profundidade pra mim, Borges elabora uma visão mais crítica e detalhada referente a visão de Dante sobre a vida pós-morte, traz referencias e pontua as situações na obra. A poética de Borges faz com que, mesmo sem conhecer a obra original consigamos ler os ensaios e mergulhemos um pouco na história, com uma visão analítica e crítica. Imagino que quando ler A Divina Comédia eu vá ter um entendimento diferenciado por conta disso.

Depois vem A memória de Shakespeare, são 4 contos iniciando pelo meu favorito: 25 de Agosto de 1983, notem as proximidades com data de nascimento e ano de morte de Borges. O conto é pequeno, mas de uma narrativa gostosa e intrigante onde o personagem principal é o próprio Borges e seu Eu lírico. O conto fala sobre morte e se não lido com atenção você perde o fio da história. Dentre os quatro contos esse foi o meu favorito.

O conto é seguido por outros dois e apenas o último deles é A Memória de Shakespeare, o que confesso ter sido o mais aguardado por mim. O conto também é gostoso de ler (como tudo o que o Borges escreve), e narra a agonia do peso que se pode carregar ao adquirir essas memórias. Uma narrativa intrigante e que nos faz pensar sobre o fardo de ter consigo as memórias de um escritor tão memorável.

Como já disse, Borges tem uma escrita gostosa de ler, poética. E particularmente, gosto bastante de ler escritores consagrados analisando obras de outros escritores (no caso clássicos). Além das análises sobre Dante os contos formam uma estrutura envolvente na leitura. Um livro de poética linda (na pitada que eu gosto), analítico e com uma filosofia intrigante.

*Sinopse retirada do site Skoob (http://www.skoob.com.br/livros/nove-ensaios-dantescos–a-memoria-de-shakespeare/210872ed236043)

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Um comentário sobre “Nove ensaios dantescos e A memória de Shakespeare

  1. Ainda não conhecia esse livro do Borges. Também gosto de tudo o que ele escreve. Amei o Livro de Areia. Os jogos linguisticos que o autor porpõe sobre o eu-duplo são bastante interessantes. Ensaios são particularmente minha paixão, já que desejo alçar a critica literária. Também não li ainda a Divina Comédia, mas desejo que isso seja logo.
    http://www.rascunhoscriticos.wordpress.com

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