Soneto 18 – Shakespeare

Hoje é o primeiro post do sábado de poema, descobri que hoje é curiosamente dia do poema. Quando decidi começar as postagens hoje foi sem qualquer ligação ao dia.

E nada mais eu do que começar com Shakespeare e um dos seus sonetos mais bonitos: o número 18.

Se te comparo a um dia de verão

És por certo mais belo e mais ameno

O vento espalha as folhas pelo chão

E o tempo do verão é bem pequeno

Ás vezes brilha o sol em demasia

Outras vezes demasia com frieza;

O que é belo declina em um só dia,

Na terna mutação da natureza

Mas em ti o verão será eterno,

E a beleza que tens não perderá

Nem chegarás da morte ao triste inverno

Nestas linhas com o tempo crescerá

E enquanto nessa terra houver um ser,

Meus versos vivos te farão viver

O soneto é repleto de poesia e belo em sua comparação, o eu lirico assemelha o amor ao verão e a eternização através das palavras.  O ritmo é padrão de um soneto, gostoso de ouvir e ler.

De um declamar suave e de analogias simples, o soneto trás a comparação dos poucos, mas intensos dias de verão. Lembrando que na Inglaterra o verão é um período muito aproveitado devido ao pouco tempo de dias quentes e invernos difíceis.

Shakespeare tem 154 sonetos e o 18 é considerado um dos mais bonitos. Não por menos.

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