Beleza e Verdade – Emily Dickinson

O terceiro poema da série Poema de Sábado é de Emily Dickinson, uma americana que viveu de 1830 à 1886. Sua obra em muitos casos é considerada atual, e esse poema não menos:

Beleza e Verdade

Morri pela beleza, mas apenas estva

Acomodada em meu túmulo,

Alguém que morrera pela verdade

Era depositado no carneiro contíguo.

Perguntou-me baixinho o que me matara:

– A beleza, respondi.

– A mim, a verdade – é a mesma coisa.

Somos irmãos.

E assim, como parentes que uma noite se encontram

Conversamos de jazido a jazigo,

Até que o musgo alcançou os nossos lábios

E cobriu os nossos nomes

(Tradução de Manuel Bandeira)

Analisando o contexto do poema, que envolve a beleza, podemos realmente afirmar a atualidade nos temas abordados por Emily: em temos em que a aparência é priorizada em todos os aspectos, que causam doenças e obsessões.

Sobre o poema, ele tem um texto carregado, de uma escrita sem rimas tão precisas com com ótimas combinações de frases. Além disso a linguagem é carregada do mesmo peso que o tema do poema.

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