Os verbos auxiliares do coração.

Os verbos auxiliares do coração.

Péter Esterházy

os-verbos-auxiliares-do-coração

O Autor:  Péter Esterházy nasceu em Budapeste, em 1950, herdeiro de uma linhagem bem conhecida da aristocracia húngara, cuja história remonta ao século XII. Renovador da linguagem do romance, tem mais de trinta livros publicados, foi traduzido para mais de vinte e cinco idiomas, e ganhou cerca de vinte prêmios literários, entre os quais se destacam o húngaro Kossuth, em 1996, e o Prêmio da Paz da Associação dos Livreiros Alemães da Feira de Frankfurt, em 2004.*

Sinopse: Depois do elogiado Uma Mulher, a Cosac Naify publica novo livro do húngaro Péter Esterházy. Romance sobre a morte de uma mãe, Os verbos auxiliares do coração é uma reflexão emocionante acerca do luto, das relações familiares e da maneira de se escrever sobre a perda. Alternando entre o intimamente confessional e o ostensivamente literário, a obra se aproxima e se afasta da tristeza que procura retratar. É essa mesma ambiguidade que dá ao título do livro a sua ironia: a justaposição de uma categoria gramatical (o verbo auxiliar) com o símbolo da paixão humana (o coração).

Com Os verbos auxiliares do coração, Péter Esterházy se afirma como um dos principais escritores contemporâneos e, sobretudo, um renovador da linguagem do romance. O projeto gráfico do livro, concebido pelo próprio autor, com caixas que emolduram o texto, é uma referência a anúncios fúnebres de jornal. “Altamente emocional, a observação delirante do filho conduz o leitor por caminhos inesquecíveis”, escreve o diretor de teatro Felipe Hirsch, no texto que acompanha a edição da Cosac Naify.  **

Resenha: O livro me chamou atenção principalmente pelo tema, do qual preferi me aprofundar para continuar meu próprio projeto. O livro inicia-se com a morte da mãe do narrador. No decorrer das páginas ele narra a despedida de sua mãe nos processos funerários. Em uma segunda parte, a mãe quem narra a história contando sobre seu passado, falando sobre seus erros e acertos na vida. No fim da passagem a mãe também narra a morte do filho.

A linguagem do livro é por hora um pouco confusa, confesso que passei alguns momentos um pouco perdida com a situação. A pontuação não segue exatamente nossa regra gramatical e isso pode ter ajudado na minha particular confusão. A fora isso, a linguagem é poética e carregada da dor dos narradores. Você consegue sentir um pouco da angustia daquele momento, da dor…

Em termos gráficos, o livro foi diagramado pelo próprio escritor, as páginas possuem uma “margem” preta, que representar o quadrado de um caixão, bem representativo para narrar sobre a morte. Sempre no rodapé desses blocos há citações de outros escritores, o que pode parecer confuso em um primeiro momento, mas após se situar você consegue fazer a ligação entre a história original e a citação. Uma coisa que, talvez por ser novidade, me causou certo incomodo (do qual ainda estou decidindo se bom ou ruim) é que as páginas não numeradas. Você não tem a mínima noção do número de páginas que leu ou ainda falta ler. A sensação é a mesma de que estar sem informação de hora. Você sente um certo incomodo por não saber qual o número da hora que bate o relógio.

Como fiquei um pouco confusa com a narrativa, procurei a opinião de outras pessoas antes de escrever essa resenha, cheguei a ótimos resultados dos quais gostaria de compartilhar com vocês:

Homem despedaçado

O Globo

Jornal de Hoje

52 livros 12 meses

Leitura do Séc 21

* Retirado de: http://editora.cosacnaify.com.br/Autor/1479/P%C3%A9ter-Esterh%C3%A1zy.aspx

** Retirado de: http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/11595/Os-verbos-auxiliares-do-cora%C3%A7%C3%A3o.aspx

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s