A Terra Devasta – T. S. Eliot

Muito tenho lido sobre a influência e a magnitude de T. S. Eliot. Confesso que não conhecia o escritor, e buscando mais sobre ele, encontrei uma poesia intensa e um texto de profundidade do qual me encantou bastante. Resolvi então trazer algum texto dele no Poema de Sábado, veio então: A Terra Devasta, mas, por ser um poema longo (são 5 partes extensas), trouxe aqui a parte 4. Como um reflexo sobre todo o poema, que particularmente vi como morte e vida, muito mais profundo na morte, com referencias que a morte é responsável pela vida.

Pesquisando, descobri as claras referencias a outros escritores e também o forte apelo de Shakespeare na inspiração de todo o poema, existem diversas partes das peças do bardo no poema. A atmosfera criada é carregada de melancolia, o que deixa o poema pesado, e diria, até sombrio.

Ainda  não conheço muito sobre Eliot, mas confesso que depois de tantas referencias boas e ter lido A Terra Devasta, fiquei bastante curiosa para entender mais sobre ele.

MORTE POR ÁGUA

Flebas, o Fenício, morto há quinze dias,

Esqueceu o grito das gaivotas e o marulho das vagas

E os lucros e os prejuízos.

Uma corrente submarina

Roeu-lhe os ossos em surdina. Enquanto subia e descia

Ele evocava as cenas de sua maturidade e juventude

Até que ao torvelinho sucumbiu.

Gentio ou judeu

Ó tu que o leme giras e avistas onde o vento se origina,

Considera a Flebas, que foi um dia alto e belo como tu.

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