Elegia – Alexander Pushkin

A Rússia invade nosso poema de sábado. Talvez, culpa da leitura atual. Talvez por conta da encantabilidade (existe?) da literatura russa.

Trouxe, e li, Pushkin essa semana. Considerado um dos maiores poetas de seu país, ele é inclusive, orgulho dos russos, é considerado o criador da literatura russa moderna.

O poema escolhido foi Elegia. Que trás algo como a ressaca moral. Bem atual, por sinal. E ressaca essa, que vem cheia de medos, principalmente o de morrer e não viver tudo aquilo que se queria.

ELEGIA


Dos anos loucos a alegria extinta
Ressaca vaga, faz que eu mal me sinta.
Mas, como o vinho, é o remorso meu
Que mais forte ficou, se envelheceu.

É triste minha estrada. E me anuncia
O mar ruim do porvir dor e agonia.
Mas não desejo, amigos meus, morrer;
Quero ser para pensar e sofrer.

E sei que há gozos para mim guardados

Entre aflições, desgostos e cuidados:
Inda a concórdia poderei cantar,
Sobre prantos fingidos triunfar,

E talvez com sorrir de despedida
Brilhe o amor no sol-pôr de minha vida.

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