Minha Boêmia – Arthur Rimbaud

Poema de sábado de hoje tem Rimbaud, poeta que conheci através do projeto Rambo Rimbaud do finlandês Ville Valo (vocalista da banda HIM) e devido a fascinação que tenho pelas letras e músicas da banda, fui conhecer um pouco do poeta. Rimbaud foi um poeta francês, o “jovem Shakespeare”.

Hoje trouxe o poema Minha Boêmia, para deixar esse sábado mais poético.

Lá ia eu, de mãos nos bolsos descosidos;
Meu paletó também tornava-se ideal;
Sob o céu, Musa, eu fui teu súdito leal,
Puxa vida! a sonhar amores destemidos!
O meu único par de calças tinha furos.
– Pequeno Polegar do sonho ao meu redor
Rimas espalho. Albergo-me à Ursa Maior.
– Os meus astros no céu rangem frêmitos puros.
Sentado, eu os ouvia, à beira do caminho,
Nas noites de setembro, onde senti qual vinho
O orvalho a rorejar-me a fronte em comoção;
Onde, rimando em meio a imensidões fantásticas,
Eu tomava, qual lira, as botinas elásticas
E tangia um dos pés junto ao meu coração!
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