Amuleto

Amuleto

Roberto Bolaño

O_AMULETO_1230251389BO autor: Bolaño é um escritor chileno, nascido em 1953. Morreu em 2003 na Espanha. Aos 13 anos ele se mudou com a família para o México. Ali, praticamente morava dentro da Biblioteca Pública. Permanecia tanto tempo lendo que não conseguiu terminar o ensino médio nem muito menos entrar para a universidade.

Sinopse*: O episódio que desencadeia o fluxo narrativo em Amuleto, baseado em fatos reais, foi extraído de Os detetives selvagens, obra-prima de Roberto Bolaño. Trata-se da invasão do campus da Universidade Nacional Autônoma do México pelas tropas do exército, nos agitados dias de 1968, e da resistência silenciosa de uma personagem que, escondida no banheiro feminino da Faculdade de Filosofia e Letras por muitos dias, escapa da fúria repressora dos invasores. Esta personagem — um misto de artista meio hippie, louca e andarilha — é a imigrante uruguaia Auxilio Lacouture, auto-intitulada “mãe dos poetas e da poesia mexicana”.

Mas a genialidade de Bolaño em Amuleto é transfigurar essa personagem lendária e convertê-la em narradora na primeira pessoa. É a única narradora feminina em toda a sua obra, e seu relato configura uma homenagem aos poetas e artistas do México, mexicanos ou exilados espanhóis e latino-americanos.E também uma elegia a todos os jovens latino-americanos mortos na resistência às várias ditaduras instaladas no continente.Para conseguir esse intento, sua prosa torna-se altamente poética.

Resenha: O livro praticamente me engoliu. Comecei a ler em um domingo frio, sem muita pretensão. Quando vi, já tinha entrado no mundo da Auxilio.

A narrativa do livro é envolvente, divertida,  e diria até melancólica. Um livro gostoso de ler. É narrado em primeira pessoa, e por uma mulher (Auxilio) que conta sua história, a mãe dos poetas, como se intitula.

A narradora é uma uruguaia, refugiada no México. A história começa com sua chegada, os primeiros “patrões” e sua entrada na Universidade. Lá, ela fica presa no banheiro por diversos dias devido a invasão militar. Apesar de a narração continuar e ela contar sua vida pós prisão no banheiro, eu fiquei na dúvida se tudo não passou de delírios narrados durante sua permanecia no banheiro.

Auxilio é uma mulher que perdeu os dentes em algum lugar, não tem casa, não tem emprego (vive de alguns bicos na faculdade) e viveu com muitos poetas. Ela se considerava a própria Mãe dos Poetas. Dentre os escritores que conheceu e conviveu tem Arturo Belano, que, nada mais é do que o próprio Bolaño. Inclusive, a própria Auxilio existiu também, com outro nome, mas próxima ao próprio Bolaño.

O livro é lindo, se essa é a palavra certa para descreve-lo. Além de nos levar a um mergulho na literatura latino-americana.

(Sinopse do Skoob http://www.skoob.com.br/livro/773#_=_).
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