A eterna discussão sobre o fim do livro impresso

Hoje li um artigo do site O Futuro das Coisas sobre o fim do livro impresso: ele não vai acabar.

livros

Como publicitária, ouvi muito sobre o fim de meios de comunicação, a visão apocalíptica que alguns teóricos implodiram foi: a internet vai destruir os outros meios, principalmente os impressos.

Felizmente, a internet não destruiu nada, ela tem transformado. O que precisa acontecer é aprender a lidar, entender algumas quedas, adaptar-se, mas por fim, a internet tornou-se complementar.

Com livros impressos é a mesma situação.

Certa vez na pós-graduação um professor comentou: o fim do livro só será possível se for escrito em um livro.

Concordo com ele.

Livro é um artigo muito além do apenas ser impresso, é através do livro que são registradas: histórias, teorias, documentos. Um livro não é apenas um livro, ele é um registrador; quase uma maquina do tempo, um guardador de segredos. É através dos livros que temos contato com nossos antepassados, aprendemos histórias, defendemos trabalhos acadêmicos, somos alfabetizados, nos divertimos; é onde temos o registro do mundo.

Tá, mas tudo isso não pode ser feito digitalmente?

Claro que pode, e deve. Livros são – infelizmente- um produto que estraga se não cuidado, logo, pode-se perder o conteúdo (quem tem livros em casa, principalmente antigos, sabe o trabalho que é cuidar de cada um). Nada melhor que um backup digital, né? Vide o que aconteceu com o Museu da Língua Portuguesa. E ter um acervo digital não significa substituir o original impresso. Até porque, o digital pode também sofrer danos.

Os livros são, além de tudo, um artigo de status. Gigantes bibliotecas, livros raros, livros clássicos. Ainda existe uma forte imposição social pela obtenção de livros. Defini-se caráter e rotula-se por conta da posse de livros.

Entre debates e debates acredito que nunca teremos o fim do impresso. Livro é um artigo extremamente importante para a sociedade e o mundo. Seu fim, de fato, só poderá ser registrado em um próprio livro. E seu fim retomaria a uma perda histórica. Devemos sim é nos adaptar e evoluir.

E não devemos esquecer: o mercado literário move uma multidão.

O que acredito como futuro do mercado livreiro é que, as vendas digitais crescerão (como em todos os outros mercados, e no caso livros são mais baratos quando vendidos digitalmente), e quem sabe num futuro não tão distante, os sebos e as livrarias independentes ganhem uma força um pouco maior, assim como é hoje fora do Brasil?

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2 comentários sobre “A eterna discussão sobre o fim do livro impresso

  1. Dayane, adorei o post! É bem por aí mesmo. Eu que sou estudante de jornalismo ouço diariamente que o jornal impresso vai acabar. E tenho certeza que não vai. E emprego não vai faltar, pois os profissionais, como você disse, tem que se reinventar, e vão trabalhar em sites, agências, etc. E sobre os livros, no final do ano passado vi uma pesquisa que mostrada que a venda de ebooks não havia aumentado em 2015. Eu por exemplo sou conservador nesse assunto: gosto de ler no papel, marcar página, etc. E assíduo frequentador de sebos. Beijos!

    Rafa

    1. Oi Rafa,
      Que ótimo que gostou! Fico muito feliz.
      Realmente, há uma confusão entre adaptação e fim, todos precisamos evoluir, mudar, melhorar.
      Poxa, acho que no fim todos nós (leitores) somos um pouco conservadores né? Também sou assim rs.
      Beijos e obrigada
      Day

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