Declaração

 

Não havia mais porta para pichar,

as do banheiro estavam todas preenchidas.

Escreveu seus nomes com corações;

sobrou só os sujos espaços no azulejo.

 

Andava com caneta e canivete, pronto pra gritar.

Na sala de aula alguém veria.

No banheiro,

declarou-se por inteiro no silêncio da cabine trancada.

 

Manteve presa a escancarada declaração,

no público não tinha coragem,

no banheiro masculino,

ela não entraria.

 

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