Ilíada

Ilíada

Homero

O autor: Homero foi um poeta da Grécia antiga. Foi o criador das histórias Ilíada e Odisseia. Há diversas teorias sobre ele, e muitos estudiosos contemporâneos não acreditam na sua existência, mas resumidamente, Homero era um aedo (um artista da Grécia que cantava os épicos) e era um poeta cego. No século VIII a.C. houve um registro desses poemas épicos por alguém chamado Homero, e no século VII a.C. ele já era conhecido e havia muito questionamento sobre ele, mas foi no século VI a.C. que uma primeira edição foi feita, e em festas anuais era lido. Por fim, no século III a.C. chega a Biblioteca de Alexandria os possíveis originais que foram editados pelos bibliotecários. Se lemos o Homero original? Não, pelo fato de toda a transformação que um poema oral do século VIII a.C. sofreu, mas há registros de um aedo chamado Homero.

Sinopse*: Na Ilíada, Homero conta como a cidade de Tróia foi sitiada pelos aqueus, que desejavam recuperar Helena, esposa do rei espartano, Menelau, e raptada por Páris. No poema, Homero fornece várias pistas sobre a posição da planície de Tróia e no século I, o escritor grego Estrabão ampliou a descrição desta planície, que na época se chamava Nova Ilium. Esta obra é considerada a Bíblia da antiga Grécia, uma obra-prima. Os combates travados diante de Tróia, provocados pela ira de Aquiles por Agamenon, e as relações familiares atingidas pela guerra compõem um cenário vivo em cores e real nos sentimentos. O autor é representado pelos artistas gregos como um velho cego, que anda de cidade em cidade recitando seus versos.

Resenha: A primeira coisa que vale pontuar aqui é que o filme Tróia conta sim parte do que tem na Ilíada, mas o livro é relativamente diferente, e o filme não conta só com o que tem na Ilíada, mas junta com o que se tem de relato da Odisseia e parte do que acontece no filme, não acontece nos livros. Outro ponto importante é que Ilíada é um recorte da guerra de Tróia, são contados alguns dias dessa guerra e o foco é o Aquiles e sua cólera.

Aquiles, o Peleu, não quer participar da guerra, e o motivo é que ele e Agamenon não são amigos ou nada do tipo, pelo contrário. Aquiles chega a pedir pra sua mãe ajuda-lo a não ir lutar. Mas o grande motivador da ida de Aquiles é a glória que alcançaria. São feitas profecias e como bom guerreiro, ele opta pela glória eterna e a vida curta. Aquiles sabia que morreria (e não é spoiler quando é um livro escrito antes de Cristo!). Mas enfim Aquiles resolve ir a guerra e aí está sua cólera.

Outro ponto importante no livro é que os deuses adoram brincar com os humanos e se dividem entre gregos e troianos. Parte das coisas que acontecem na guerra é inclusive por causa dessa divisão entre os deuses. O livro, inclusive, começa com Apolo jogando uma praga nos Aqueos e com Aquiles chamando o conselho pra discutirem a questão.

Pois bem, Páris sequestra Helena (que é filha de Zeus e nasceu de um ovo, fruto do estupro que ele fez em sua mãe fingindo ser um cisne), e ela já nasce com o destino traçado. Páris ganha Helena de presente de Afrodite. Menelau, irmão de Agamenon, decide então atacar Troia e tem o apoio do irmão, que já lutava pelas conquistas da Grécia. Páris é o “acovardado” da família e como um não-guerreiro, diferente do seu irmão Heitor, é por vezes “zuado” na narrativa.

Na Ilíada, por contar esse sofrimento de Aquiles, não há a narração da sua morte, e o livro acaba com o rito funeral de Heitor, morto por Aquiles após a fúria que o tomou ao ver Patroclo, seu amigo, morto por Heitor.

A Ilíada, assim como outras épicas greco-romanas, são importantes por uma série de referencias e base literária pro ocidente. Claro que só ler não é o suficiente, mas entender a essência e as referencias são essenciais pro conhecimento da obra. Não da pra trazer tudo o que aprendi na leitura e na aula nesse post, mas acredito que com essa resenha inicial já de pra ter noção. Leiam, sério. Não é uma leitura fácil, já digo de bate pronto, mas é ótimo.

Foi nesse livro também que entendemos sobre tradução, e aprendi muito sobre a importância dela. Depois falo mais disso, em outro post, mas minha recomendação de leitura da Ilíada é a tradução do Frederico Lourenço.

(Sinopse do Skoobl)
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