Odisseia

Odisseia

Homero


O autor:
 Homero foi um poeta da Grécia antiga. Foi o criador das histórias Ilíada e Odisseia. Há diversas teorias sobre ele, e muitos estudiosos contemporâneos não acreditam na sua existência, mas resumidamente, Homero era um aedo (um artista da Grécia que cantava os épicos) e era um poeta cego. No século VIII a.C. houve um registro desses poemas épicos por alguém chamado Homero, e no século VII a.C. ele já era conhecido e havia muito questionamento sobre ele, mas foi no século VI a.C. que uma primeira edição foi feita, e em festas anuais era lido. Por fim, no século III a.C. chega a Biblioteca de Alexandria os possíveis originais que foram editados pelos bibliotecários. Se lemos o Homero original? Não, pelo fato de toda a transformação que um poema oral do século VIII a.C. sofreu, mas há registros de um aedo chamado Homero.

Sinopse*: “Odisseia” é uma narração que nos leva à Grécia de 3.000 anos atrás.Uma fantástica historia de aventura, onde Ulisses, rei da ilha de Ítaca, sai a combate na guerra de Tróia e luta ao lado do poderoso Aquiles.
Todos voltam para o seus lares depois da guerra, mas os deuses assim não quiseram para Ulisses, que então passa a vagar vinte anos pelos mares da Grécia.
Em sua longa viagem, ele se depara com monstros, sereias, feiticeiros e deuses que assumem a forma humana.
Durante esses vintes anos longe de Ítaca, a sua querida esposa Penélope sofre pelo seu marido e somente sobrevive por causa de seu filho Telêmaco e pela esperança de que Ulisses um dia volte e se vingue de todos os pretendentes de sua mão e que constantemente maquinam o assassinato de Telêmaco antes que esse assuma o trono.
Ajudado pela deusa Palas Atena ,filha de Zeus, Ulisses volta para o seu lar na forma de um mendigo, ninguém desconfia que tal mendigo seja Ulisses e passam a tratá-lo mal.
Com a ajuda da deusa Atena e de seu filho Telêmaco, Ulisses mata a todos os devoradores de sua casa e também aos servos infiéis.

Resenha: Odisseia foi meu favorito entre as épicas gregas. Aqui é narrado a história do retorno de Odisseu (ou Ulisses) pra casa, a ilha de Itaca.

Odisseu também luta na guerra de Troia e é ele, inclusive, que tem a ideia de montar o cavalo de Troia para conseguir adentras aos muros da cidade. Odisseu era astuto, o inteligente o polytropos. Ele foi um herói de palavra, e diferente de Aquiles (em Ilíada) ele foi pra guerra e voltou pra casa. Sabia se esquivar e andava praticamente as escondidas. Ele demora 20 anos pra retornar e nesse caminho passa por diferentes aventuras, inclusive, muitas delas ainda retratadas na literatura ocidental, como quando ele é amarrado no barco para ouvir o canto das sereias e não ser levado pelo encanto delas.

Ulisses também não queria ir pra guerra e se finge de doido, tentando se esquivar de Agamenon e Menelau, mas é descoberto e vai, mesmo contra vontade. Odisseu, apesar de contrariado é o grande herói que consegue a proeza de chegar a Troia e ajudar na derrota do inimigo. Para ir à guerra ele deixa o filho a esposa Penélope.

É na Odisseia que descobrimos também sobre a morte de Aquiles, que na Ilíada não é narrada. Odisseu vai a terra dos mortos em um dos cantos e lá conversa com a alma de Aquiles.

Mas a importância da Odisseia é única. Sua escrita foi imitada por outras diferentes clássicas escritas (Eneida, Os Lusiadas, entre outras, e é aqui também que “começa” a teoria sobre a maquina do mundo). A sequencia do retorno, começando com a tempestade que tem que enfrentar por ter matado um Ciclope e gerado a raiva de Poseidon é uma cena imitada inúmeras vezes e de fundamental importância pra literatura ocidental. Apesar de seu retorno ter sido lendo por vontade dos deuses, Odisseu também tem a ajuda de vários deles, e outras criaturas misticas, para seu retorno.

Assim como Ilíada, a Odisseia é uma obra que precisa ser estudada a fundo. A muito na obra que precisa ser detalhado e visto com cuidado. Mas é recomendadíssimo, eu adorei ler e quero depois reler, pra tentar absorver ainda mais da leitura depois de tudo o que aprendi na aula. Pra quem quiser ler, as edições que recomendo são da tradução do Frederico Lourenço ou do Christian Werner (disseram que essa tradução é “difícil”, mas apesar das palavras por vezes não-comuns, não é tão difícil não).

(Sinopse do Skoobl)

Ilíada

Ilíada

Homero

O autor: Homero foi um poeta da Grécia antiga. Foi o criador das histórias Ilíada e Odisseia. Há diversas teorias sobre ele, e muitos estudiosos contemporâneos não acreditam na sua existência, mas resumidamente, Homero era um aedo (um artista da Grécia que cantava os épicos) e era um poeta cego. No século VIII a.C. houve um registro desses poemas épicos por alguém chamado Homero, e no século VII a.C. ele já era conhecido e havia muito questionamento sobre ele, mas foi no século VI a.C. que uma primeira edição foi feita, e em festas anuais era lido. Por fim, no século III a.C. chega a Biblioteca de Alexandria os possíveis originais que foram editados pelos bibliotecários. Se lemos o Homero original? Não, pelo fato de toda a transformação que um poema oral do século VIII a.C. sofreu, mas há registros de um aedo chamado Homero.

Sinopse*: Na Ilíada, Homero conta como a cidade de Tróia foi sitiada pelos aqueus, que desejavam recuperar Helena, esposa do rei espartano, Menelau, e raptada por Páris. No poema, Homero fornece várias pistas sobre a posição da planície de Tróia e no século I, o escritor grego Estrabão ampliou a descrição desta planície, que na época se chamava Nova Ilium. Esta obra é considerada a Bíblia da antiga Grécia, uma obra-prima. Os combates travados diante de Tróia, provocados pela ira de Aquiles por Agamenon, e as relações familiares atingidas pela guerra compõem um cenário vivo em cores e real nos sentimentos. O autor é representado pelos artistas gregos como um velho cego, que anda de cidade em cidade recitando seus versos.

Resenha: A primeira coisa que vale pontuar aqui é que o filme Tróia conta sim parte do que tem na Ilíada, mas o livro é relativamente diferente, e o filme não conta só com o que tem na Ilíada, mas junta com o que se tem de relato da Odisseia e parte do que acontece no filme, não acontece nos livros. Outro ponto importante é que Ilíada é um recorte da guerra de Tróia, são contados alguns dias dessa guerra e o foco é o Aquiles e sua cólera.

Aquiles, o Peleu, não quer participar da guerra, e o motivo é que ele e Agamenon não são amigos ou nada do tipo, pelo contrário. Aquiles chega a pedir pra sua mãe ajuda-lo a não ir lutar. Mas o grande motivador da ida de Aquiles é a glória que alcançaria. São feitas profecias e como bom guerreiro, ele opta pela glória eterna e a vida curta. Aquiles sabia que morreria (e não é spoiler quando é um livro escrito antes de Cristo!). Mas enfim Aquiles resolve ir a guerra e aí está sua cólera.

Outro ponto importante no livro é que os deuses adoram brincar com os humanos e se dividem entre gregos e troianos. Parte das coisas que acontecem na guerra é inclusive por causa dessa divisão entre os deuses. O livro, inclusive, começa com Apolo jogando uma praga nos Aqueos e com Aquiles chamando o conselho pra discutirem a questão.

Pois bem, Páris sequestra Helena (que é filha de Zeus e nasceu de um ovo, fruto do estupro que ele fez em sua mãe fingindo ser um cisne), e ela já nasce com o destino traçado. Páris ganha Helena de presente de Afrodite. Menelau, irmão de Agamenon, decide então atacar Troia e tem o apoio do irmão, que já lutava pelas conquistas da Grécia. Páris é o “acovardado” da família e como um não-guerreiro, diferente do seu irmão Heitor, é por vezes “zuado” na narrativa.

Na Ilíada, por contar esse sofrimento de Aquiles, não há a narração da sua morte, e o livro acaba com o rito funeral de Heitor, morto por Aquiles após a fúria que o tomou ao ver Patroclo, seu amigo, morto por Heitor.

A Ilíada, assim como outras épicas greco-romanas, são importantes por uma série de referencias e base literária pro ocidente. Claro que só ler não é o suficiente, mas entender a essência e as referencias são essenciais pro conhecimento da obra. Não da pra trazer tudo o que aprendi na leitura e na aula nesse post, mas acredito que com essa resenha inicial já de pra ter noção. Leiam, sério. Não é uma leitura fácil, já digo de bate pronto, mas é ótimo.

Foi nesse livro também que entendemos sobre tradução, e aprendi muito sobre a importância dela. Depois falo mais disso, em outro post, mas minha recomendação de leitura da Ilíada é a tradução do Frederico Lourenço.

(Sinopse do Skoobl)

Poética

Poética

Aristóteles

O autor:
 Aristóteles foi um filosofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre o Grande. É visto como um dos fundadores da filosofia ocidental.

Resenha: Pode parecer estranho a primeira vista essa resenha. E talvez seja mesmo. Mas Poética foi o primeiro livro lido na faculdade de Letras e quis trazer a importância dele pra cá. De maneira resumida, bem resumida na verdade, trago essa resenha.

Primeiro vamos ao termo Poética, que, apesar de parecer falar apenas sobre poema, fala na verdade sobre a literatura. Temos esse pequeno impasse linguístico no português, mas a poética fala sobre toda a produção literária claro que da época em que fez parte, mas que ainda é usada e como toda a produção grego-latina serve como referente ao atual também.

De maneira sucinta, a poética trás um pouco sobre os gêneros literários e a fundamentação do Mimesis, ou a imitação, algo que hoje pode parecer um problema (o tal plágio) não era visto assim na era antiga e inclusive, era considerado um privilégio e era base literária. A partir daí há uma analise e a explicação da subdivisão por modos, meios e objetos. Na poética temos também a linguagem, harmonia e ritmo.

Tem muito o que se falar sobre a poética e classificação dos gêneros e suas subdivisão, mas como o blog não é necessariamente sobre resenhas e estudo, achei melhor trazer essa pequena resenha, pra que, quando puder ou quem quiser, possam aprofundar no assunto.

O que mais tenho aprendido na matéria de clássicos é a importância de se estudar esses autores, pois eles foram essenciais (e as obras greco-romanas como um todo) para a formação da literatura ocidental atual, e com o caminho que quero seguir, acredito ter sido essencial pra minha formação, inclusive, como escritora.

TAG Março/17

Já estamos em abril, mas antes que a nova edição da TAG chegue, trouxe a de março pra compartilhar com vocês. As edições continuam lindas (mais do que eram no ano passado) superando minhas expectativas, inclusive, faz um ano que participo do clube. Além disso, as edições que estão vindo são todas exclusivas, tem vindo muita coisa e acredito que vai vir muito mais. As edições estão contemplando muitas edições que não chegam ao Brasil em novas edições há um tempo e nos trás autores quase desconhecidos aqui.

Essa edição de março nos trouxe o livro A câmara Sangrenta e outras histórias da Angela Carter. Uma das principais escritoras inglesas do século XX, ela trás nesse livro algumas histórias folclóricas (como chapeuzinho vermelho) contadas na versão das meninas desses livros, a visão da “princesinha”. Junto com o livro, recebemos marcadores de página de ímã lindos de algumas dessas fábulas.

 

Comecei a ler um dos livros que recebi o ano passado, mas não me encantou muito e tive que pausar o livro para começar a ler os livros da faculdade. Uma pena, mas esse livro de março entrou pra lista de livros pra se ler urgente.

E a vida, como anda?

A galopes!

Há quase um mês as aulas na USP começaram (mais diretamente, dia 13/03). Como eu já imaginava, elas têm consumido bastante da minha energia, uma vez que disponibilizo pouco do que me sobrava de tempo pra estudar e ir as aulas. Mas, pós esse período de adaptação, já posso vir aqui dizer que estou amando e me tem feito um bem não imaginado (na verdade achei que estaria surtando nessa altura). O melhor disso tudo? Não estou apenas me aprofundando em literatura, e indiretamente escrita: estou me afogando nela!

Estou no ano básico, são 2 semestres focados em 4 matérias pra dar a base pra que eu faça uma escolha de habilitação. Quando descobri que era assim, julguei que seria uma certa perda de tempo, mas hoje vejo completamente diferente: essa base tem sido fundamental pra mim. Elas são:

Elementos Linguísticos I (Prof.: Felipe Venâncio)– Estudando a base da linguística, aquisição de fala, fonemas, estrutura de comunicação. É bem complexo todo o sistema, mas muito interligado com o que estudei de teoria da comunicação quando fiz comunicação social. É uma das minhas opções de habilitação, e tenho tido que estudar muito ela.

Introdução aos Estudos de Língua Portuguesa I (Profª.: Mariangela de Araújo) – Aqui, analisamos a história da língua, suas variantes e suas diferentes frentes. Me surpreendi com a matéria e o que tenho aprendido.  Já li muito sobre preconceito linguístico e ele tem se aprofundado aqui, fora que, tenho aprendido tanto sobre minha língua, minha raiz e minha cultura.

Introdução aos Estudos de Literatura I (Prof.: Edu Otsuka) – Essa é de longe a minha matéria favorita. Aprendendo a ler poesia, entender sobre métrica e um pouco sobre teoria literária. O professor leva muita coisa que já vi/li, mas aprofunda no tema de uma maneira que eu não fazia. Tenho aprendido mais do que a ler, é meu aprofundar. Essencial pra minha carreira com a escrita.

Introdução aos Estudos Clássicos I  (Prof.: Alexandre Hasegawa) – Julguei que essa matéria seria “inútil”, mas ela me surpreende a cada aula. Basicamente estudamos Grécia e Roma e suas obras clássicas. Agora estamos nas epopeias e aprendi muito sobre nossa origem, sobre o que e porque somos o que somos hoje. Você entende muito do atual vendo o antigo. Mas essa matéria me fez excluir de vez a opção de fazer Grego ou Latim.

O mais importante disso tudo? Tenho aprendido a ler, escrever e entender melhor todo esse mundo. Se tenho medo de me tornar ainda mais técnica e menos literária? Sim, claro. A academia faz isso conosco, mas não vou deixar isso interferir tanto, pelo contrário. Hoje o que vejo é que o que aprendi tem me afastado do técnico, o “certo” que todos criticavam.

A lista de livros técnicos que estou lendo também é grande (bem grande). E isso tem me ajudado indiretamente em vários aspectos, como  de ler mais rápido. Alguns preciso ler inteiros, outros apenas partes. E vou traze-los como parte do que tenho lido, e eles entrarão na lista de resenhas.

Hoje me sinto dentro daquilo que eu queria muito, que sou eu de verdade. Hoje sinto que valeu deixar de lado muita coisa pra isso estar acontecendo. Aquele fático 2014 e a oficina que deu voz ao blog foram o início disso. Aos poucos as coisas tem voltado ao seu devido lugar, e tempo. Por enquanto, tudo mágico aqui, ainda se ajeitando, mas aos poucos voltando ao que sempre deveria ter sido. Vou dando notícias.

 

A livraria mágica de Paris

A livraria mágica de Paris

Nina George
O autor:
 Alemã, nascida em 1973, Nina conquistou alguns prêmios no decorrer de sua carreira. Além de assinar como Nina, ela também possuí outros 3 pseudônimos em diferentes gêneros literários.

Sinopse*: O livreiro parisiense Jean Perdu sabe exatamente que livro cada cliente deve ler para amenizar os sofrimentos da alma. Em seu barco-livraria, ele vende romances como se fossem remédios. Infelizmente, o único sofrimento que não consegue curar é o seu: a desilusão amorosa que o atormenta há 21 anos, desde que a bela Manon partiu enquanto ele dormia. Tudo o que ela deixou foi uma carta — que Perdu não teve coragem de ler. Até um determinado verão — o verão que muda tudo e que leva Monsieur Perdu a abandonar a casa na estreita rue Montagnard e a embarcar numa jornada que o levará ao coração da Provence e de volta ao mundo dos vivos. Sucesso de público e crítica, repleto de momentos deliciosos e salpicado com uma boa dose de aventura, A livraria mágica de Paris é uma carta de amor aos livros — perfeito para quem acredita no poder que as histórias têm de influenciar nossas vidas.

Resenha: Confesso que esperava um pouco mais do livro. E apesar disso, ele é bom, de uma leitura gostosa e uma história, quase envolvente. Nos primeiros capítulos a história fica arrastada e o uso de algumas marcações de pontuação me irritaram e achei um pouco desnecessário. Mas depois você leva ela numa boa, e vai tranquilo.

Mas li com fé o livro, de linguagem fácil e gostosa. Perdu é uma pessoa que você se envolve, e apesar de o livro poder ser menor e mais bem aproveitado (muitas das partes eram pra preencher folha só), você sente dó dele, e quer se juntar a sua viagem inesperada.

O livro fala sobre o luto, a negação, a perda da própria vida. Mostra a necessidade de se quebrar essa dor e a retomada da vida. Não se aprofunda no assunto, mas é bacana. Eu esperava um pouco mais dos conselhos literários de Perdu e sua livraria barco. A ideia é incrível, mas achei pouco explorada, mesmo ele passando parte do livro ali.

Mesmo com as pequenas críticas, eu acho que o livro é válido, praqueles momentos que a gente quer desencanar de algo pesado. Mesmo falando sobre morte e luto, não há nada de tão forte no livro e o final é bem tranquilo.

(Sinopse do Skoob)

Feliz aniversário!

Hoje faz 3 anos do dia em que comecei esse blog e, principalmente, que começou a oficina de criação que me gerou tudo isso.

Nesse período muita coisa aconteceu. Comigo e com o blog. Mudamos, evoluímos, quase desistimos, tivemos crises, retornamos. Assim como a vida pede que sejamos.

Quando essa página começou eu tinha um primeiro objetivo muito simples, o de externar aquilo que me sufocava. Talvez, inconscientemente a oficina tenha começado assim também; a certeza que tenho é que ela terminou desse jeito e me fez um bem enorme. A partir dela muita coisa mexeu em mim e gigantes adormecidos deram as caras. Eu não parei de lá pra cá, e de agora pra frente a tendência é que piore.

Planos pro futuro eu tenho muitos. O próximo e o longo. E hoje, olhando pro presente, o meu presente, quero por em prática tudo o que ficou parado pelo tempo de recluso.

Se cheguei até aqui, tem também o apoio de muita gente. Principalmente quem lê, comenta ou acompanha todas as epifanias que eu trago aqui.

Feliz 3 anos, enquanto a chuva caí. Feliz 3 anos pra Dayane que aprendeu a voar na literatura.

TAG – Fev/17

E no começo do mês chegou meu kit da TAG. Olha, esse ano eles estão caprichando mesmo nos kits. As edições exclusivas são lindas e capa dos livros também (e a caixinha que eles vem) estão me surpreendendo.

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A edição de Fevereiro é do livro O Xará, da Jhumpa Lahiri. Uma londrina, filha de indianos. Ficou incrível essa edição né? Ela é de capa dura e exclusiva para assinantes do serviço.

Bem-vinda a nova versão de mim mesma.

E as coisas finalmente começaram a se inverter e que agora permaneçam assim. Deixei o blog totalmente ausente em 2016 (acho que posso afirmar que o fiz o mesmo com minha escrita, leituras e carreira literária) pra me dedicar a um sonho: fazer Letras na USP, que se realizou.

Estudar Letras na USP era um sonho. Nessa faculdade em específico pelas opções de habilitação, grade curricular e profundidade da universidade. Queria me envolver com a literatura, linguística, tradução…Eu adiei esse sonho por alguns bons anos, mas na última sexta ele se tornou real. Adiei muitos sonhos nos últimos anos, mas esse blog é a prova viva (digital) de que estou retornando aos poucos.

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Terminei o ensino médio em 2006, na época até tentei (em 2007 também), mas não passei. Em meados de 2008 eu tive a oportunidade de cursar uma universidade através do PROUNI. Não quis “gastar” essa oportunidade com Letras, porque esse curso tinha outro destino. Fui então cursar Comunicação Social. Minha habilitação foi em publicidade e propaganda. Na época desse curso eu pensei em prestar Letras também, mas a vida foi deixando isso de lado. Consegui um estágio, em uma das principais agencias do país (não diria que sorte, mas a vida me levou pra conquistas das quais nem sei dimensionar). Evoluí profissionalmente, ainda na mesma agência. Terminei minha graduação em 2012, mas não tinha condições de seguir pra uma outra em um tempo tão curso. Comecei uma pós-graduação, pra me especializar na área que eu trabalhava, tola, nem imaginava que iria abandonar tudo pra realizar meu sonho. 2013 foi o ano que dediquei pra um intercambio. Em 2014 resolvi que voltaria a tentar, foi o ano que também voltei a escrever, fui fazer uma oficina de criação literária e dela derivou esse blog. E tentei. Fuvest 2015, depois Fuvest 2016. Reprovada em todas. Mas pra Fuvest 2017 eu queria fazer diferente: dediquei a hora do almoço pra estudar, depois o sábado todo pra um cursinho. Não foi um ano fácil, mas eu estudei bastante, e precisava dessa ausência externa e dedicação pra poder realizar isso. E no dia 17/02 o reflexo de tudo isso deu certo: passei! Na última terça me matriculei, hoje acessei o sistema e já vi a minha grade do primeiro semestre.

Felicidade é algo que estou esbanjando sem fim. Os planos? Sinceramente, eu não sei, mas quero aproveitar mais o blog, falar dos meus estudos, aprofundar o que já venho tentando fazer em analises, do que leio, continuar escrevendo… Espero que tudo melhore, evolua e me faça mais presente nesse mundo (agora não preciso mais lembrar o que é diagrama de Pauling!), e claro que eu volte a ativa no blog, na vida e na literatura.

Um amigo (amigão por sinal) deixou-me um texto incrível sobre o momento, e quero deixar ele aqui pra lembrar sempre de que, um novo eu se forma:

“Venha, que a USP não existe mais sem a sua história, sem sua garra, sem as linhas e livros que serão rabiscados com sangue e suor. Sua poesia agora é do mundo. E para isso, não existe ABNT”

Minha poesia, os rascunhos… Tudo isso é pra me fazer melhor e me trazer ainda mais pra perto da literatura que eu gosto, da minha escrita. Minha história deu mais um passo pra próximo daquilo que sonhei pra mim.

Que comece uma nova era em mim.

Dois Irmãos

Dois Irmãos

Milton Hatoum

downloadO autor: tradutor, escritor e professor brasileiro, nascido em 1952 em Manaus. Tem quatro romances publicados.

Sinopse*: “Dois Irmãos” é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. É a história de dois irmãos gêmeos – Yaqub e Omar – e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino – o filho da empregada – narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance.

Resenha:  Que livro, minha gente. Decidi ler Dois Irmãos por conta da minissérie exibida na Globo, da qual me encantei, e fui ler o livro que estava na lista de livros à ler e subiu na lista de prioridades. Subiu também pra lista de livros favoritos. Poético, melancólico, pesado, envolvente e lindo.

O livro é narrado por Nael, filho da empregada da família que conta a história a partir do que vê e do lhe contam. A história traz muito da cultura e história de Manaus e do Brasil. Cheia de conflitos sociais, de trama familiar e tabus.

A história de Dois Irmãos conta o conflito entre os gêmeos Yaqub e Omar, filhos de Zana e Halim. Yaqub nasce saudável e forte, mas Omar tem dificuldade respiratórias. Junto do fato vem uma diferença de cuidado que faz Omar, o Caçula, ser o filho mais zelado por Zana, enquanto Yaqub recebe mais cuidados de Domingas, índia que é empregada da família. O casal tem ainda Rania, a filha mais nova. Os gêmeos são completamente diferentes, mas o enredo apresenta um reflexo que vai muito além da personalidade deles e uma diferença entre bem e mal. Foge do clichê de briga de opostos.

O problema entre os irmãos se agrava em uma sessão de cinema no porão da vizinha, quando Yaqub senta-se com Lívia, uma garota que ambos galanteavam. Com ciúme, Omar fica longe, aguardando, e quando a luz é acesa e o casal é visto aos beijos, Omar ataca o irmão com uma garrafa quebrada, atingindo seu rosto, marcando-o com uma cicatriz muito mais profunda que apenas na pele, e que marcaria muito além dos gêmeos. Halim decide mandá-los para o Líbano, pra se entenderem. Zana não permite que Omar vá, mas deixa Yaqub viajar sozinho, acreditam que a distância possa amenizar a rivalidade.

Cinco anos se passaram até a volta de Yaqub, que chega sem lembrar direito como se fala português, com roupas velhas e sem bagagem. Durante o tempo no Líbano não respondeu a nenhuma das cartas da mãe e a família só sabia notícias do filho por meio de amigos ou parentes. O reencontro dos meninos é pesado, doído. Yaqub um moço ainda mais quieto do que quando partiu, sem modos e nitidamente incomodado com todos. Omar, o garoto divertido, escandaloso, mimado e sem responsabilidade.

O decorrer da narração mostra a evolução de Yaqub e a irresponsabilidade de Omar, conta a vida dos gêmeos até a fase adulta, os conflitos, reencontros, separação e angústia.

Esse é um livro que deveria ser obrigatório para todo brasileiro. Leitura mais que recomendada.

 

(Sinopse do Skoob)