Feliz aniversário!

Hoje faz 3 anos do dia em que comecei esse blog e, principalmente, que começou a oficina de criação que me gerou tudo isso.

Nesse período muita coisa aconteceu. Comigo e com o blog. Mudamos, evoluímos, quase desistimos, tivemos crises, retornamos. Assim como a vida pede que sejamos.

Quando essa página começou eu tinha um primeiro objetivo muito simples, o de externar aquilo que me sufocava. Talvez, inconscientemente a oficina tenha começado assim também; a certeza que tenho é que ela terminou desse jeito e me fez um bem enorme. A partir dela muita coisa mexeu em mim e gigantes adormecidos deram as caras. Eu não parei de lá pra cá, e de agora pra frente a tendência é que piore.

Planos pro futuro eu tenho muitos. O próximo e o longo. E hoje, olhando pro presente, o meu presente, quero por em prática tudo o que ficou parado pelo tempo de recluso.

Se cheguei até aqui, tem também o apoio de muita gente. Principalmente quem lê, comenta ou acompanha todas as epifanias que eu trago aqui.

Feliz 3 anos, enquanto a chuva caí. Feliz 3 anos pra Dayane que aprendeu a voar na literatura.

Shakespeare 400 – #ShakespeareLives

E no último dia 14/04 participei do primeiro de uma série de eventos que o British Council está promovendo em comemoração aos 400 anos de morte de William Shakespeare.foto 3 (3)

O evento foi um debate que reuniu JôSoares, Gabriel Villela e Greg Hicks foto 4 (1)com a curadoria de Nelson de Sá. Houve leitura por parte do Jô, que leu uma cena da peça Tróilo e Créssida, a qual traduziu e está dirigindo uma adaptação. Hicks também fez uma leitura de um trecho de Macbeth, peça em que ele dirige em São Paulo a partir de 20 de Abril. Villela levou a cena do balcão de Romeu e Julieta que dirigiu e foi encenado no Globe Theater.

Foi bem bacana, houve discussão sobre outras peças, adaptações e o que tem aparecido de novo no Brasil. Falou-se sobre e eternidade e contemporaneidade de Shakespeare, além de histórias e a personalidade do próprio bardo. Além de tudo, ganhei uma edição de Hamlet, nessa nova tradução que saiu há pouco tempo pela Companhia das Letras.

Pra quem é fã de Shakespeare, vale ficar de olho, diversos eventos tem acontecido e estão pra acontecer nos próximos dias.

 

Lançamento da Coletânea de Contos

Na última sexta, dia 26, aconteceu o lançamento da coletânea de contos dos alunos da primeira edição do curso Escritor Profissional.

Em 2015 fiz o curso ministrado pela editora Oito e Meio, pra além de me envolver ainda mais com esse mundo, aprender um pouco sobre a profissão do escritor. No meio do curso recebemos a notícia da possibilidade de publicação. Cada aluno tem um conto publicado.

12733519_10208621891722091_1990199654693075021_nO lançamento oficial foi no Rio de Janeiro, e infelizmente, por ser uma sexta feira não consegui participar. Mas já já estarei com minhas edições do livro. Terceira coletânea :).

Quem quiser apreciar o livro, é só entrar em contato para compra.

Revisão – O primeiro curso de 2016

Meu ano de 2016 começou repleto de coisas boas. Provas animaram as primeiras semanas e logo depois o primeiro curso: revisão de livros e periódicos.

Hoje essa não é minha “área profissional”, mas já realizo alguns trabalhos como revisora no site em que também sou colaboradora: Homo Literatus. Lá descobri o primeiro gostinho dessa parte tão, digamos, trágica na vida da escrita, é de fato o outro lado da coisa. Buscando aprender e me envolver ainda mais, no último sábado fiz o curso sobre Revisão no espaço Scortecci da Escola do Escritor. Quem ministrou o curso foi a Ana Christina Perfetti. Foi abordado bastante do mundo editorial, regras, jeitos e detalhes sobre a revisão. Foi um curso voltado para o trabalho do revisor: obrigações, o que ou não fazer, diferentes jeitos e manias…

guia-do-profissional-do-textoPara quem tiver interesse, e estiver no inicio da carreira, além da opção do curso, a Christina tem também um livro publicado que aborda as regras, explica como é o trabalho e da dicas (não é um “explicativo” ou ensina regras gramaticais, ele é voltado para o mercado de trabalho em si) . Como mencionei, caso seja um iniciante na área é um livro (e o curso) bem bacana para entender como funciona.

Que esse ano continue tão bom e recheado de literatura, assim como 2015.

A eterna discussão sobre o fim do livro impresso

Hoje li um artigo do site O Futuro das Coisas sobre o fim do livro impresso: ele não vai acabar.

livros

Como publicitária, ouvi muito sobre o fim de meios de comunicação, a visão apocalíptica que alguns teóricos implodiram foi: a internet vai destruir os outros meios, principalmente os impressos.

Felizmente, a internet não destruiu nada, ela tem transformado. O que precisa acontecer é aprender a lidar, entender algumas quedas, adaptar-se, mas por fim, a internet tornou-se complementar.

Com livros impressos é a mesma situação.

Certa vez na pós-graduação um professor comentou: o fim do livro só será possível se for escrito em um livro.

Concordo com ele.

Livro é um artigo muito além do apenas ser impresso, é através do livro que são registradas: histórias, teorias, documentos. Um livro não é apenas um livro, ele é um registrador; quase uma maquina do tempo, um guardador de segredos. É através dos livros que temos contato com nossos antepassados, aprendemos histórias, defendemos trabalhos acadêmicos, somos alfabetizados, nos divertimos; é onde temos o registro do mundo.

Tá, mas tudo isso não pode ser feito digitalmente?

Claro que pode, e deve. Livros são – infelizmente- um produto que estraga se não cuidado, logo, pode-se perder o conteúdo (quem tem livros em casa, principalmente antigos, sabe o trabalho que é cuidar de cada um). Nada melhor que um backup digital, né? Vide o que aconteceu com o Museu da Língua Portuguesa. E ter um acervo digital não significa substituir o original impresso. Até porque, o digital pode também sofrer danos.

Os livros são, além de tudo, um artigo de status. Gigantes bibliotecas, livros raros, livros clássicos. Ainda existe uma forte imposição social pela obtenção de livros. Defini-se caráter e rotula-se por conta da posse de livros.

Entre debates e debates acredito que nunca teremos o fim do impresso. Livro é um artigo extremamente importante para a sociedade e o mundo. Seu fim, de fato, só poderá ser registrado em um próprio livro. E seu fim retomaria a uma perda histórica. Devemos sim é nos adaptar e evoluir.

E não devemos esquecer: o mercado literário move uma multidão.

O que acredito como futuro do mercado livreiro é que, as vendas digitais crescerão (como em todos os outros mercados, e no caso livros são mais baratos quando vendidos digitalmente), e quem sabe num futuro não tão distante, os sebos e as livrarias independentes ganhem uma força um pouco maior, assim como é hoje fora do Brasil?

Felicidade

O post de hoje tem um título bem representativo, 2015 (e hoje é o dia que Mcfly chega no futuro) tem sido, de fato, um ano incrível e feliz.

Estou em contato com as editoras Oito e Meio e Illuminare. E estou bem feliz em publicar contos (quem sabe me encontrei em um “ramo”). E mais de um no mesmo ano! Por falar neles, ontem li um conto, pequeno, na PUC, e fiquei bem feliz com a receptiva das pessoas. É muito bom ver que você conseguiu passar exatamente aquilo que gostaria. Escrever,  nem sempre é tão fácil quanto parece. Foi a primeira vez que recebi uma receptiva tão boa e feliz.

Notei, nas últimas críticas que recebi, uma desenvoltura para o sensorial. E de fato, é uma das coisas que gosto de passar no texto. Ponto! E o amadurecimento tem me feito muito bem (lógico), revi e reli muito do que já escrevi, ajustei, cortei, mudei.

Esse ano aprendi muito sobre teoria literária também, área da qual gosto muito. Dois cursos sobre criação literária me fizeram (e estão fazendo) muito bem. Ter evoluído no HL também tem sido incrível, além de colaborar me tornei revisora e ontem ajudei na minha primeira tradução, madruguei, mas o cansaço foi reprimido pela realização.

E que 2015 continue feliz como está.

Tolstói – 104 anos de morte

Hoje completa 104 da morte de Liev Tolstói. Escritor russo, formou junto com Tchekhov, Gorki e Dostoiévski um grande pilar na literatura russa. Morreu aos 84 anos de pneumonia em um 20 de novembro.

Entre suas obras mais famosas estão Guerra e Paz e Anne Karenina. Foi também um leitor dedicado.

“O único consolo que sinto ao pensar na inevitabilidade da minha morte é o mesmo que se sente quando o barco está em perigo: encontramo-nos todos na mesma situação.”

Anton-Tchekhov-Leon-Tolstoi

A literatura escandinava no Brasil – Minha estreia no HL

Esse feriado de consciência (luta que todos devemos tomar como nossa) chegou carregado de coisas boas pra mim, minha estreia no site Homo Literatus com um post novinho (diferente do primeiro que foi meu “teste”), falando um pouco sobre a literatura escandinava no Brasil, falo um pouco sobre o crescimento do segmento e trago alguns autores essenciais (com publicações em português).

O post está disponível aqui, é só clicar e ler :). Espero que gostem e sugestões e criticas serão sempre bem-vindas a essa iniciante!

Da triste nova perda do que nos restou.

Essa semana o mundo literário perdeu mais um nome, grande nome Manuel de Barros. Seu coração parou em um dia 13, depois, do que ele próprio descreveu, de um estado de ruína.

Ano de perdas engloba esse 2014, que chegue logo seu fim, que termine e que pare de levar consigo nossos ídolos. Maré de dor que tem trago.

Ano cruel para as palavras, para o coração literário…

Em sua homenagem, o que de melhor ele deixou para nós.

Retrato do artista quando coisa

A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou
— eu não aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
usando borboletas.

 Manuel de Barros.

Manuel de Barros.