Feliz aniversário!

Hoje faz 3 anos do dia em que comecei esse blog e, principalmente, que começou a oficina de criação que me gerou tudo isso.

Nesse período muita coisa aconteceu. Comigo e com o blog. Mudamos, evoluímos, quase desistimos, tivemos crises, retornamos. Assim como a vida pede que sejamos.

Quando essa página começou eu tinha um primeiro objetivo muito simples, o de externar aquilo que me sufocava. Talvez, inconscientemente a oficina tenha começado assim também; a certeza que tenho é que ela terminou desse jeito e me fez um bem enorme. A partir dela muita coisa mexeu em mim e gigantes adormecidos deram as caras. Eu não parei de lá pra cá, e de agora pra frente a tendência é que piore.

Planos pro futuro eu tenho muitos. O próximo e o longo. E hoje, olhando pro presente, o meu presente, quero por em prática tudo o que ficou parado pelo tempo de recluso.

Se cheguei até aqui, tem também o apoio de muita gente. Principalmente quem lê, comenta ou acompanha todas as epifanias que eu trago aqui.

Feliz 3 anos, enquanto a chuva caí. Feliz 3 anos pra Dayane que aprendeu a voar na literatura.

Começando 2017

Fazendo um balanço de 2016 vi que foi o ano que mais comprei livros. Aproveitei as inúmeras promoções de desova dos livros da Cosac, me propus a comprar pelo menos um livro por mês (que na verdade foi um pouco mais que isso) e assinei o clube do livro TAG. Apesar do fato, li menos em 2016 do que em anos anteriores, uma vez que estava focada em outros projetos e acabei não lendo como poderia.

Pra esse novo ano ser diferente, e eu poder me envolver mais com a leitura 20170102_160328(que também evolui minha escrita), eu resolvi, pela primeira vez, fazer uma lista de livros que quero ler em 2017. A lista não é fixa e nem está em ordem, mas anotei o que faço questão de ler esse ano. E a cada livro, uma nova pequena resenha aqui.

Depois que terminei de anotar, percebi que o número de latinos é grande. Não foi proposital, o que acontece é que depois de participar dos cursos de escrita ouvi muito sobre e fui atrás da literatura latina e percebi quanto tempo perdi sem lê-los. Eu era muito focada em livros norte-americanos e europeus e aprender mais sobre a literatura vizinha foi renovador. Quero ler mais alguns desses escritores. Virei o ano já lendo O amor nos tempos da cólera e um livro de guia das peças de Shakespeare feito pela Bárbara Heliodora.

Sobre o blog, espero voltar com os temas que tinha ativos, como o poema de sábado e alguns exercícios de escrita. Voltar a escrever faz parte da nova agenda também. Em 2016 consegui escrever um conto, e que por perder o prazo não inscrevi no off-flip, mas está lá pronto pra novos concursos, que pretendo voltar a participar.

Como ainda tem muita coisa pra se resolver esse ano, e espero a partir de março poder ter boas notícias, ainda não sei como será meu ano na escrita. Que eu quero voltar a escrever é fato, mas ainda não tenho um caminho tão bem traçado para o ano. Voltar a ler e a fazer exercícios de escrita é uma evolução. Escrever nesse blog também. Se tudo der mais certo do que pretendo, a literatura vai ser mais forte no meu ano do que imagino.

Quem quer sair da zona de conforto?

Esse ano não me dediquei muito ao blog, ou até mesmo à escrita. Fico mal de saber disso, mas me fortalece saber que o motivo é bom. Faz dois anos que estou tentando mudar algumas coisas na vida, inclusive, a criação desse blog é parte disso. E esse ano foi crucial algumas  mudanças drásticas e dedicações para outras coisas. Meu foco não mudou, mas foi momentaneamente direcionado para outros pontos.

Deixei de lado muitas das coisas que publicava regularmente aqui e não consegui nem terminar o #Projeto28, na vida também as coisas estão andando assim. Meu foco esse ano foi estudar, como nunca o fiz antes, e talvez aprender que eu não consigo ser tão multitarefa quanto pensei. E parte de deixar o blog de lado esse ano será poder me dedicar mais pra ele, e pra literatura e escrita nos próximos anos. Step by step. Um passo pra trás pra evoluir.

Sobre o meu futuro literário, ainda é incerto, mas tudo é né? A única certeza que tenho é que continuarei aqui, batalhando pelo que acredito. Inclusive, a pausa na escrita e nas postagens me deu um pequeno tempo pra reler coisas e refletir sobre mim. Eu odeio críticas, e em parte o blog foi um processo de aprender a lidar com elas. Processos demorados. Mas esse tempo me fez relembrar de todas as relevantes ditas e hoje consigo dizer: os outros estavam certos. Eu tentei me fechar em mim, e apesar de ter ouvido ainda não tinha colocado parte das coisas em práticas e fico feliz de ter esperado, hoje elas fazem muito mais sentido. Amadureci como pessoa em uma proporção que não sabia poder durante esse meu “período sabático” e isso vai de fato influenciar minha escrita. Quero reescrever coisas, quero praticar mais (nem que seja em textos como esse que escrevo agora). Um boom se fez e entendi o que me diziam sobre meus textos e que eu não percebia.

O quanto eu mudei? Não sei. Mas parte de mim se sente mais madura e pronta pra alguns desafios. Esses por sinais tem sido um grande fator em mim, tudo o que planejo mudar me tira totalmente da zona de nem tanto conforto, mas cada um dos desafios que estão por vir tem me tirado parte do sono. E isso é bom.

Se me perguntarem o que fiz esse ano na literatura, bom eu li muito. Li contemporâneos, aprendi com a leitura de um jeito que não havia feito antes, inclusive a parte de resenhas foi a única que ficou ativa sem problemas (li menos, é fato, mas meu objetivo não é ler muito e ter um blog de resenhas). Escrevi um conto, tentei uma publicação. Mas só. Na vida? Bom, eu comecei me afastando de pessoas, engolindo críticas e aprendendo a me dedicar, ter paciência e a não surtar com o novo.

O ano ainda não acabou, mas eu já estou na ansiedade do que será o próximo.

As publicações desse tipo mais “diário” vão voltar, preciso falar, dizer, escrever. E voltar a contar da minha trajetória de escritora.

Eu quero sair da minha zona de conforto.

Maratona Carreira Literária

E no último dia 16 saiu a lista das obras participantes da primeira Maratona Carreira Literária.

Ano passado fiz um curso pela plataforma e ao fim tive um conto publicado na antologia que a editora oito e meio (idealizadora do projeto) publicou. No último mês eles abriram basicamente um concurso. Devido as regras, houve uma primeira seleção e meu livro Enquanto a Chuva Caí está lá participando da categoria Prosa. Vamos aguardar o resultado, que terá como premiação a publicação do livro. A partir de agora seguimos para a fase de julgamento dos originais e dos 500, 8 serão escolhidos para a fase seguinte, e depois a fase final. Dia 15 de Setembro haverá um Webinar para divulgar o primeiro resultado dessa fase.

 

Não me pergunte qual meu livro favorito.

Leitores, caros leitores, qual de nós nunca ouvi um: qual seu livro favorito?

Tal pergunta me causa calafrios. Mais que pergunta importuna! Sempre aparece em meio a um colega de trabalho que me vê lendo, de um familiar que vê minha prateleira de livros e até de gente que mal conheço, mas solta uma dessas ao me ver com um livro na mão.

Não se deve (ou deveria) perguntar a um leitor fervoroso qual o livro prefere, é quase uma calunia, não é, é uma! Quem muito lê quase nunca tem um único livro favorito, geralmente são vários. Quando a pergunta me assola tento desviar a resposta e levar para outro ponto: prefiro clássicos, prefiro terror, prefiro contemporâneo, prefiro não responder.

E preferia que não tivesse perguntado. Sempre fico com cara de idiota.

Existe diferentes fatores para a escolha de um livro favorito: desde o seu momento pessoal, passando pelo escritor, tema, história, histórico até o quanto a história em si mexe com você naquele momento. É tudo uma questão complicada de lidar. Responder qual, entre os tantos milhares de livros que você leu, um único favorito, ainda pior. E quando a pergunta vem, um baralho começa a se embaralhar e nunca saí nada com nada. Ou saí uma resposta que não era o que queria.

Literatura é escolha, mas será que de apenas um? Até posso ter unzinho na ponta da lista, aquele número um do momento, mas é quase injusto pontuar apenas esse. Ainda mais que, meus preferidos estão sempre subindo e descendo na escala de top favoritos. É tudo questão de momento.

Se você que me lê agora tem bom senso, não me pergunte qual meu livro favorito.

Eu ainda faço café pra dois.

Duas e vinte e cinco da madrugada. Meu corpo me incomoda. Longas três horas tentando abraçar o sono. Cama dura, travesseiro mole. Frio demais, calor também. Suspiro. Quero chorar. Não saí lágrima. Nem pra direita, nem esquerda. Bruços, barriga pra cima. Braço dormente embaixo do travesseiro.

Resolvo me levantar às cinco e cinco. A cabeça dói um pouco, pensamento acumulado vagando. Acordei assim. Fazia uma hora e quarenta que tinha conseguido dormir. Um banho rápido, quente até manchar a pele de vermelho. Minutos sofridos de escolha da roupa, ainda preta.

Vou dos degraus do quarto até a cozinha ainda tentando montar o quebra cabeça de confusão. Dói mais a cabeça. Cada passo uma dor. Cada minuto pensando mais peças pra montar. Torço de leve o pé direito.

O pó do café fica no armário de cima, não alcanço direito. A cadeira pesa mais do que eu mesma. Açúcar. Água. Sono. Duas colheres. O jogo americano. O pote com torradas. A margarina. Duas xícaras. Cheiro de café. Leite quente. Cadeira vazia. Café demais.

Eu teimo em ainda fazer café pra dois.

Dois anos.

Amanhã completa dois anos que decidi mudar minha vida: viver de literatura, de escrever, de ser quem eu sempre quis ser. Durante esse tempo um mundo aconteceu, inclusive minhas primeiras publicações.


Sei que ainda tenho um mar de coisas a aprender, fazer, evoluir… Mas está aí, os primeiros três livros nos quais tem contos meus.

Olhar para eles me passa uma sensação única, de inicio e renovação. A força que preciso pra acreditar no meu futuro.

Coletânea Escrito Profissional

Escritora-profissional-300x450Em 2015 fiz um curso online chamado “Escritor Profissional”. Como sonho de viver da área, não pensei duas vezes em me inscrever. Depois de muitas dicas, ajudas e conselhos, a editora Oito e Meio, idealizadora do curso, fez uma coletânea com os nossos contos!

Para quem quiser, já está disponível para compra aqui. E pra quem for do Rio de Janeiro, vai ter lançamento oficial no dia 26/02. Infelizmente, não poderei estar presente com meu corpo físico, mas meu coração estará lá.