E a vida, como anda?

A galopes!

Há quase um mês as aulas na USP começaram (mais diretamente, dia 13/03). Como eu já imaginava, elas têm consumido bastante da minha energia, uma vez que disponibilizo pouco do que me sobrava de tempo pra estudar e ir as aulas. Mas, pós esse período de adaptação, já posso vir aqui dizer que estou amando e me tem feito um bem não imaginado (na verdade achei que estaria surtando nessa altura). O melhor disso tudo? Não estou apenas me aprofundando em literatura, e indiretamente escrita: estou me afogando nela!

Estou no ano básico, são 2 semestres focados em 4 matérias pra dar a base pra que eu faça uma escolha de habilitação. Quando descobri que era assim, julguei que seria uma certa perda de tempo, mas hoje vejo completamente diferente: essa base tem sido fundamental pra mim. Elas são:

Elementos Linguísticos I (Prof.: Felipe Venâncio)– Estudando a base da linguística, aquisição de fala, fonemas, estrutura de comunicação. É bem complexo todo o sistema, mas muito interligado com o que estudei de teoria da comunicação quando fiz comunicação social. É uma das minhas opções de habilitação, e tenho tido que estudar muito ela.

Introdução aos Estudos de Língua Portuguesa I (Profª.: Mariangela de Araújo) – Aqui, analisamos a história da língua, suas variantes e suas diferentes frentes. Me surpreendi com a matéria e o que tenho aprendido.  Já li muito sobre preconceito linguístico e ele tem se aprofundado aqui, fora que, tenho aprendido tanto sobre minha língua, minha raiz e minha cultura.

Introdução aos Estudos de Literatura I (Prof.: Edu Otsuka) – Essa é de longe a minha matéria favorita. Aprendendo a ler poesia, entender sobre métrica e um pouco sobre teoria literária. O professor leva muita coisa que já vi/li, mas aprofunda no tema de uma maneira que eu não fazia. Tenho aprendido mais do que a ler, é meu aprofundar. Essencial pra minha carreira com a escrita.

Introdução aos Estudos Clássicos I  (Prof.: Alexandre Hasegawa) – Julguei que essa matéria seria “inútil”, mas ela me surpreende a cada aula. Basicamente estudamos Grécia e Roma e suas obras clássicas. Agora estamos nas epopeias e aprendi muito sobre nossa origem, sobre o que e porque somos o que somos hoje. Você entende muito do atual vendo o antigo. Mas essa matéria me fez excluir de vez a opção de fazer Grego ou Latim.

O mais importante disso tudo? Tenho aprendido a ler, escrever e entender melhor todo esse mundo. Se tenho medo de me tornar ainda mais técnica e menos literária? Sim, claro. A academia faz isso conosco, mas não vou deixar isso interferir tanto, pelo contrário. Hoje o que vejo é que o que aprendi tem me afastado do técnico, o “certo” que todos criticavam.

A lista de livros técnicos que estou lendo também é grande (bem grande). E isso tem me ajudado indiretamente em vários aspectos, como  de ler mais rápido. Alguns preciso ler inteiros, outros apenas partes. E vou traze-los como parte do que tenho lido, e eles entrarão na lista de resenhas.

Hoje me sinto dentro daquilo que eu queria muito, que sou eu de verdade. Hoje sinto que valeu deixar de lado muita coisa pra isso estar acontecendo. Aquele fático 2014 e a oficina que deu voz ao blog foram o início disso. Aos poucos as coisas tem voltado ao seu devido lugar, e tempo. Por enquanto, tudo mágico aqui, ainda se ajeitando, mas aos poucos voltando ao que sempre deveria ter sido. Vou dando notícias.

 

A livraria mágica de Paris

A livraria mágica de Paris

Nina George
O autor:
 Alemã, nascida em 1973, Nina conquistou alguns prêmios no decorrer de sua carreira. Além de assinar como Nina, ela também possuí outros 3 pseudônimos em diferentes gêneros literários.

Sinopse*: O livreiro parisiense Jean Perdu sabe exatamente que livro cada cliente deve ler para amenizar os sofrimentos da alma. Em seu barco-livraria, ele vende romances como se fossem remédios. Infelizmente, o único sofrimento que não consegue curar é o seu: a desilusão amorosa que o atormenta há 21 anos, desde que a bela Manon partiu enquanto ele dormia. Tudo o que ela deixou foi uma carta — que Perdu não teve coragem de ler. Até um determinado verão — o verão que muda tudo e que leva Monsieur Perdu a abandonar a casa na estreita rue Montagnard e a embarcar numa jornada que o levará ao coração da Provence e de volta ao mundo dos vivos. Sucesso de público e crítica, repleto de momentos deliciosos e salpicado com uma boa dose de aventura, A livraria mágica de Paris é uma carta de amor aos livros — perfeito para quem acredita no poder que as histórias têm de influenciar nossas vidas.

Resenha: Confesso que esperava um pouco mais do livro. E apesar disso, ele é bom, de uma leitura gostosa e uma história, quase envolvente. Nos primeiros capítulos a história fica arrastada e o uso de algumas marcações de pontuação me irritaram e achei um pouco desnecessário. Mas depois você leva ela numa boa, e vai tranquilo.

Mas li com fé o livro, de linguagem fácil e gostosa. Perdu é uma pessoa que você se envolve, e apesar de o livro poder ser menor e mais bem aproveitado (muitas das partes eram pra preencher folha só), você sente dó dele, e quer se juntar a sua viagem inesperada.

O livro fala sobre o luto, a negação, a perda da própria vida. Mostra a necessidade de se quebrar essa dor e a retomada da vida. Não se aprofunda no assunto, mas é bacana. Eu esperava um pouco mais dos conselhos literários de Perdu e sua livraria barco. A ideia é incrível, mas achei pouco explorada, mesmo ele passando parte do livro ali.

Mesmo com as pequenas críticas, eu acho que o livro é válido, praqueles momentos que a gente quer desencanar de algo pesado. Mesmo falando sobre morte e luto, não há nada de tão forte no livro e o final é bem tranquilo.

(Sinopse do Skoob)

Bem-vinda a nova versão de mim mesma.

E as coisas finalmente começaram a se inverter e que agora permaneçam assim. Deixei o blog totalmente ausente em 2016 (acho que posso afirmar que o fiz o mesmo com minha escrita, leituras e carreira literária) pra me dedicar a um sonho: fazer Letras na USP, que se realizou.

Estudar Letras na USP era um sonho. Nessa faculdade em específico pelas opções de habilitação, grade curricular e profundidade da universidade. Queria me envolver com a literatura, linguística, tradução…Eu adiei esse sonho por alguns bons anos, mas na última sexta ele se tornou real. Adiei muitos sonhos nos últimos anos, mas esse blog é a prova viva (digital) de que estou retornando aos poucos.

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Terminei o ensino médio em 2006, na época até tentei (em 2007 também), mas não passei. Em meados de 2008 eu tive a oportunidade de cursar uma universidade através do PROUNI. Não quis “gastar” essa oportunidade com Letras, porque esse curso tinha outro destino. Fui então cursar Comunicação Social. Minha habilitação foi em publicidade e propaganda. Na época desse curso eu pensei em prestar Letras também, mas a vida foi deixando isso de lado. Consegui um estágio, em uma das principais agencias do país (não diria que sorte, mas a vida me levou pra conquistas das quais nem sei dimensionar). Evoluí profissionalmente, ainda na mesma agência. Terminei minha graduação em 2012, mas não tinha condições de seguir pra uma outra em um tempo tão curso. Comecei uma pós-graduação, pra me especializar na área que eu trabalhava, tola, nem imaginava que iria abandonar tudo pra realizar meu sonho. 2013 foi o ano que dediquei pra um intercambio. Em 2014 resolvi que voltaria a tentar, foi o ano que também voltei a escrever, fui fazer uma oficina de criação literária e dela derivou esse blog. E tentei. Fuvest 2015, depois Fuvest 2016. Reprovada em todas. Mas pra Fuvest 2017 eu queria fazer diferente: dediquei a hora do almoço pra estudar, depois o sábado todo pra um cursinho. Não foi um ano fácil, mas eu estudei bastante, e precisava dessa ausência externa e dedicação pra poder realizar isso. E no dia 17/02 o reflexo de tudo isso deu certo: passei! Na última terça me matriculei, hoje acessei o sistema e já vi a minha grade do primeiro semestre.

Felicidade é algo que estou esbanjando sem fim. Os planos? Sinceramente, eu não sei, mas quero aproveitar mais o blog, falar dos meus estudos, aprofundar o que já venho tentando fazer em analises, do que leio, continuar escrevendo… Espero que tudo melhore, evolua e me faça mais presente nesse mundo (agora não preciso mais lembrar o que é diagrama de Pauling!), e claro que eu volte a ativa no blog, na vida e na literatura.

Um amigo (amigão por sinal) deixou-me um texto incrível sobre o momento, e quero deixar ele aqui pra lembrar sempre de que, um novo eu se forma:

“Venha, que a USP não existe mais sem a sua história, sem sua garra, sem as linhas e livros que serão rabiscados com sangue e suor. Sua poesia agora é do mundo. E para isso, não existe ABNT”

Minha poesia, os rascunhos… Tudo isso é pra me fazer melhor e me trazer ainda mais pra perto da literatura que eu gosto, da minha escrita. Minha história deu mais um passo pra próximo daquilo que sonhei pra mim.

Que comece uma nova era em mim.

Começando 2017

Fazendo um balanço de 2016 vi que foi o ano que mais comprei livros. Aproveitei as inúmeras promoções de desova dos livros da Cosac, me propus a comprar pelo menos um livro por mês (que na verdade foi um pouco mais que isso) e assinei o clube do livro TAG. Apesar do fato, li menos em 2016 do que em anos anteriores, uma vez que estava focada em outros projetos e acabei não lendo como poderia.

Pra esse novo ano ser diferente, e eu poder me envolver mais com a leitura 20170102_160328(que também evolui minha escrita), eu resolvi, pela primeira vez, fazer uma lista de livros que quero ler em 2017. A lista não é fixa e nem está em ordem, mas anotei o que faço questão de ler esse ano. E a cada livro, uma nova pequena resenha aqui.

Depois que terminei de anotar, percebi que o número de latinos é grande. Não foi proposital, o que acontece é que depois de participar dos cursos de escrita ouvi muito sobre e fui atrás da literatura latina e percebi quanto tempo perdi sem lê-los. Eu era muito focada em livros norte-americanos e europeus e aprender mais sobre a literatura vizinha foi renovador. Quero ler mais alguns desses escritores. Virei o ano já lendo O amor nos tempos da cólera e um livro de guia das peças de Shakespeare feito pela Bárbara Heliodora.

Sobre o blog, espero voltar com os temas que tinha ativos, como o poema de sábado e alguns exercícios de escrita. Voltar a escrever faz parte da nova agenda também. Em 2016 consegui escrever um conto, e que por perder o prazo não inscrevi no off-flip, mas está lá pronto pra novos concursos, que pretendo voltar a participar.

Como ainda tem muita coisa pra se resolver esse ano, e espero a partir de março poder ter boas notícias, ainda não sei como será meu ano na escrita. Que eu quero voltar a escrever é fato, mas ainda não tenho um caminho tão bem traçado para o ano. Voltar a ler e a fazer exercícios de escrita é uma evolução. Escrever nesse blog também. Se tudo der mais certo do que pretendo, a literatura vai ser mais forte no meu ano do que imagino.

Minha biblioteca pessoal

O post de hoje é um pouco egocêntrico, confesso. Mas sei lá, deu vontade de fazer.

Quando era novinha eu tinha alguns livros, a maioria era solicitação de leitura da escola. Na época assistia a programas como Castelo RA TIM BUM e ficava encantada com as bibliotecas. Mas não me lembro de ser um desejo pessoal ter uma (apesar de guardar carinhosamente os livros, tenho alguns até hoje).

Pois bem, na adolescência comecei a ler mais livros do que os solicitados na grade escolar, foi aí que apareceram os sebos em minha vida. Comecei a guardar o que lia (quando dava, quando não trocava). Ganhei também alguns livros da minha mãe. Foi aí que tudo começou.

Na época não tinha dinheiro pra comprar todos os livros que queria, usava e abusada da biblioteca da escola, mas sempre sentia falta do meu livro. Materialista como sou (e até um pouco além disso, eu leio no meu tempo e preferia ter os meus livros pra isso também), queria guardar todos em um potinho e andar com eles na bolsa.

O tempo foi passando, a faculdade me exigiu a lida de muitos livros técnicos, comecei a estagiar e podia comprar alguns livros… Fui me tornando adulta, tendo meu próprio dinheiro (pra livros e prateleiras) e eis que finalmente consegui iniciar uma biblioteca particular. Queria compartilhar um pouco dela com vocês.

Quando era solteira tive a honra de ter um quarto só meu, lá consegui iniciar uma prateleira bacanuda. Hoje estou casada, morando em outra casa (ainda alugada, então não consigo fazer muita coisa), e a maior parte de toda minha coleção está na casa da minha mãe, no meu antigo quarto (aguardando um lugar novo na nossa futura casa), e uma pequena parcela está comigo (devido a problemas técnicos, trouxe apenas meus DVD’s e CD’s).

mangasMinhas coleções começaram efetivamente com mangás (e alguns poucos quadrinhos). Passei boa parte da minha adolescência mergulhada na cultura japonesa. Mangá também era mais barato que livro. No fim completei apenas duas coleções, mas tenho edições raras (nem imaginava isso na época).

Hoje minha prateleira está assim, com minhas humildes coleções e uma variedade de bonequinhos e pelúcias que estão expostos (tem diversos outros em caixas ainda, aguardando um lugar ao Sol).

prateleira-livrosJá minha prateleira de livros está hoje mais completa e organizada. Tento separar os livros (nem sempre dá, já que a prateleira ficou pequena) em categorias e autor. Tem desde Tolkien até Nietzsche, passando por literatura estrangeira, nacional, técnicos de comunicação, técnicos de literatura, linguística, filosofia, quadrinhos e dicionários.

Essa prateleira é meu orgulho. Cuido dela melhor do que da minha saúde!

Como nesse momento não moro com meus livros (me aguardem bebês, estou indo buscar vocês!), tenho uma mesinha na minha casa, com alguns dos livros que ou estou usando pra estudo, ou lendo, ou na fila pra ler.

mesinha-livros

É basicamente uma mesinha de trabalho (ainda provisória, já que estamos em uma casa provisória), e além de livros tem aí muito lápis de cor (do Adriano), meu Koboo e Tablet, além do computador. Tem também coisinhas de escritório. Mas é aí que carinhosamente guardo meus livros “do momento”. É aí que estão também os livros que tenho publicação.

Sinto muito orgulho de cada livrinho que tem aí (pode parecer babelá, mas não é). O mais legal nisso é que você vê que as pessoas à sua volta também sentem orgulho. Livros são, afinal de contas, status.

Espero daqui uns poucos anos poder fazer uma publicação com uma biblioteca mais consolidada, com mais clássicos. Mas por enquanto, essa aí já me deixa pra lá de feliz.

livros

O romancista ingênuo e o sentimental

O romancista ingênuo e o sentimental

Orhan Pamuk

o-romancista-ingenuo-e-o-sentimentalO autor: Pamuk é um romancista turco que obteve o nobel de literatura em 2006 (o primeiro em seu país). É também professor de literatura da Universidade Columbia.

Sinopse*: Em 1927, o romancista E. M. Forster proferiu em Cambridge as conferências hoje conhecidas como Aspectos do romance, uma resistente obra de referência dos estudos literários. Fazendo a devida justiça a esse pequeno livro, o turco Orhan Pamuk deu, em 2009, seu testemunho pessoal sobre a arte do romance na prestigiosa posição de palestrante das conferências Charles Eliot Norton, em Harvard.
Com o mote do famoso ensaio de Friedrich Schiller, “Sobre a poesia ingênua e sentimental” (1795-6), este livro reúne as seis aulas de Pamuk, e pode muito bem ser lido como uma atualização das lições de Forster. Entre tantos antecessores ilustres, cabe lembrar que, em 1985, a morte impediu Italo Calvino de falar em Harvard. Das Seis propostas para o próximo milênio, a última ficou em esboço.
A exemplo de Calvino, Pamuk desenha um percurso pela cultura do Ocidente, com a diferença de que explicita que o seu lugar é o de um intelectual em país pobre não ocidental. Se, para a audiência de Forster, o romance era ocidental e sobretudo europeu, o gênero chegou plenamente globalizado ao século XXI, e um dos principais tópicos de Pamuk é a apropriação do cânone pelos países periféricos e os papéis que a escrita e a leitura de ficção vêm desempenhando fora dos grandes centros culturais.

Resenha: O livro é mais um dos que fiquei “devendo” no último curso de escrita que fiz. Na época do curso havia lido o último capitulo (o centro) e agora finalizei o livro todo e também reli o capitulo.

Posso dizer que agora fez bem mais sentido tudo. Pamuk, que já é um escritor reconhecido trás no livro um pouco de sua experiência e fala bastante de sua bagagem. O livro começa com algo como uma “resenha” do escritor sobre um ensaio de Schiller, passando por aspectos do que a leitura faz na cabeça de um leitor (e diria que também na vida de um escritor). Pamuk fala já no inicio da concepção dos termos sentimental e ingênuo. Confesso que lendo o título do livro, imaginei que ele classificaria os romancistas e daria então diferentes dicas para seguir o caminho “certo”, e tá aí o grande engano, o próprio Pamuk diz das inúmeras vezes que perguntam a ele qual romancista ele é, e no fim o que ele diz e tenta expressar é que devemos, na medida certa, ser ambos. Ele trás a relação do envolvimento do escritor com seu romance e a influência disso perante aos leitores.

Pamuk compara a leitura (e a escrita) de um romance com a admiração de um quadro. Essa referencia aparece no livro todo, trazendo as diferenças e as semelhanças entre os atos e sua correlação direta. A arte em si como um todo. E por fim, o livro todo fala do ponto principal do texto: o centro. Pamuk trás às claras essa relação e o verdade significado do romance, aquele que muitas vezes não percebemos, mas que é o ponto direto da leitura/escrita.

O livro é fácil de ler, gostoso. Pamuk trás diferentes exemplos e fala muito de outros escritores, o que ajuda a “desenhar” melhor o que está dizendo. Pra quem está iniciando a arte da escrita eu recomendo muito, pros leitores também, mas aqueles que querem se aprofundar na escrita tem aí um material riquíssimo e bem construído.

(Sinopse do Skoob)

Literatura Fundamental

Enquanto trabalho gosto de ouvir coisas (músicas, podcast, vídeo aula), e na busca por ouvir algo relevante e que me agradasse saí em busca de aulas/vídeos sobre literatura.

Cheguei então ao canal da Univesp TV, e lá tem uma playlist incrível chamada Literatura Fundamental, em que professores e pesquisadores importantes falam sobre os clássicos da literatura mundial, onde mais do que falar da obra o contexto histórico e a vida do autor. É um canal incrível que pode nos ajudar muito a entender sobre literatura. Recomendo.

Finalizei meus cursos de 2015

Fim de ano é sempre um período difícil né? Pra uma pessoa da publicidade é um tanto. Isso me fez ficar bons dias sem posts aqui.

Bom, durante esse tempo foram finalizados diferentes ciclos em minha vida, e entre eles os dois principais cursos de criação literária que fiz no decorrer de 2015: curso de extensão na PUC e o curso com a Sheyla.

Particularmente sobre a PUC: foi um curso que me mostrou diferentes pontos de vista e criação, me trouxe bons pontos para levar para a vida. Os dois professores que ministraram o curso foram ótimo, são, além de professores, inspirações. Descobri que um dos professores teve um percurso muito parecido com o meu. Bingo. Coisas assim que fazem cada vez mais entender meu caminho. Infelizmente chegou ao fim.

Sobre o curso em que a Sheyla ministrou: Escrever, demônio perverso. Pude aprender muito (muito mesmo) sobre teoria e prática literária. O curso todo tinha embasamento teórico, o que notei não ser tãoooo comum, mas que é ótimo. Infelizmente não li todo o conteúdo, mas tenho todo ele aqui do meu ladinho, esperando na fila. O que mais me alegrou no fim do curso foi ouvir um pouco sobre minha escrita e o que melhorar e principalmente: o incentivo para que eu faça sim um romance. Foi ótimo, mas achei o tempo um pouco curto para todo o conteúdo e objetivo.

Mas é isso, um processo novo iniciou daí, toda essa bagagem me fez entender o que parar e o que começar e principalmente: o que recomeçar.

Esse fim de 2015 e um longo 2016 vem aí, cheio de coisas que quero agora realizar.

Volta

Me ausentei por diversos dias, diria semanas aqui do blog, o motivo é válido: casei.

Um sonho, repleto de amor e poesia.

Mas esse meio tempo não ficou sem atividade. Estou participando do concurso #BrasilemProsa do Kindle. Lá está publicado o conto Aquiles e vocês podem ter aceso aqui.

Agora, voltaremos as atividades normais, publicações, referencias… E com muito mais amor no coração.