TAG de Janeiro

Começou 2017 com muita literatura já. Comecei focando em livros, voltando a escrever e com um kit novinho da TAG.

Fiquei inclusive pensando com meus botões, eu não ganho um tostão pra falar deles (que bela publicitária rs), mas eu gosto tanto do produto que compartilho com gosto cada uma das caixas. Eu também nem tenho a ambição de ganhar e nem de ser um blog de livros com milhões de resenhas, book haul e unboxing de livros. Mas os kits da tag são bacanas de partilhar.

20170107_182704Na primeira semana de Janeiro chegou o meu desse mês. A caixa que envolve o livro mudou (era de papelão, com cor de papelão rs) agora colorida. O kit veio com um livro de edição especial e dessa vez de um grego: Aléxis Zorbás. O brinde que veio me fez muito alegre, um calendário literário, YES! Ele é um calendário normal, mas nos dias específicos de aniversário dos escritores tem um lembrete.

O ano começou bem, só tem que continuar assim!

Kalevala

Kalevala

Elias Lönnrot


indiceO autor:
 foi linguista finlandês, nasceu 1802 e morreu em 1884. Seu dicionário finlandês-sueco serviu para normalização da língua literária

Sinopse*:  Poema épico nacional finlandês, Kalevala resulta do trabalho de pesquisa, compilação e composição do erudito romântico Elias Lönnrot (1802-1884), a partir de diversas fontes da tradição oral camponesa da Finlândia. O texto, composto por cinquenta cantos, tornou-se obra da literatura finlandesa e um de seus símbolos de identidade nacional.

Resenha: Em meio a um horinha de paz, li Kalevala, o poema épico finlandês, meu primeiro livro de 2017. O poema é uma mistura de diversas canções populares, vivas na tradição oral do país. Foi publicado pela primeira vez em 1835.

O poema narra a vida de diversos deuses finlandeses: Väinämöinen, Iimarinen e Lëmminkäinen. Cada um com sua função no mundo. É composto de 50 contos e fala sobre a formação da terra, sendo que no fim há o nascimento de um novo deus. O poema é mágico, e me lembrou um pouco das narrações gregas épicas. São notados ainda pontos fortes da cultura finlandesa na narração: a escuridão, o frio e os campos.

Em tempos de um país ainda dominado pela Rússia, o poema épico teve um papel fundamental na criação e libertação do país e da sua língua mãe. Na minha edição (igual a da foto) tem ainda comentários dos tradutores, com uma língua tão singular como finlandês quais as dificuldades vieram à tona, além de uma explicação mais detalhada sobre a importância do texto para a nação finlandesa.

Particularmente, gosto bastante de entender sobre as línguas e história do país, e ter conhecido Kalevala me mostrou um lado muito bacana de um país que já admiro por outros motivos.

(Sinopse do Skoob)

Não me pergunte qual meu livro favorito.

Leitores, caros leitores, qual de nós nunca ouvi um: qual seu livro favorito?

Tal pergunta me causa calafrios. Mais que pergunta importuna! Sempre aparece em meio a um colega de trabalho que me vê lendo, de um familiar que vê minha prateleira de livros e até de gente que mal conheço, mas solta uma dessas ao me ver com um livro na mão.

Não se deve (ou deveria) perguntar a um leitor fervoroso qual o livro prefere, é quase uma calunia, não é, é uma! Quem muito lê quase nunca tem um único livro favorito, geralmente são vários. Quando a pergunta me assola tento desviar a resposta e levar para outro ponto: prefiro clássicos, prefiro terror, prefiro contemporâneo, prefiro não responder.

E preferia que não tivesse perguntado. Sempre fico com cara de idiota.

Existe diferentes fatores para a escolha de um livro favorito: desde o seu momento pessoal, passando pelo escritor, tema, história, histórico até o quanto a história em si mexe com você naquele momento. É tudo uma questão complicada de lidar. Responder qual, entre os tantos milhares de livros que você leu, um único favorito, ainda pior. E quando a pergunta vem, um baralho começa a se embaralhar e nunca saí nada com nada. Ou saí uma resposta que não era o que queria.

Literatura é escolha, mas será que de apenas um? Até posso ter unzinho na ponta da lista, aquele número um do momento, mas é quase injusto pontuar apenas esse. Ainda mais que, meus preferidos estão sempre subindo e descendo na escala de top favoritos. É tudo questão de momento.

Se você que me lê agora tem bom senso, não me pergunte qual meu livro favorito.

TAG – Maio

Maio chegou junto a uma nova caixa da TAG, como hoje já é dia 20, acredito que o segredo do autor do mês possa ser relevado.

Fomos presenteados com literatura australiana, O caminho estreito para os cofins do norte, do Richard Flanagan. Junto um caderno de desenhos. tag-experiencias literarias

Esse é o primeiro livro Australiano que me lembro de ter tido. Mas vamos lá pra essa aventura.

Minha biblioteca pessoal

O post de hoje é um pouco egocêntrico, confesso. Mas sei lá, deu vontade de fazer.

Quando era novinha eu tinha alguns livros, a maioria era solicitação de leitura da escola. Na época assistia a programas como Castelo RA TIM BUM e ficava encantada com as bibliotecas. Mas não me lembro de ser um desejo pessoal ter uma (apesar de guardar carinhosamente os livros, tenho alguns até hoje).

Pois bem, na adolescência comecei a ler mais livros do que os solicitados na grade escolar, foi aí que apareceram os sebos em minha vida. Comecei a guardar o que lia (quando dava, quando não trocava). Ganhei também alguns livros da minha mãe. Foi aí que tudo começou.

Na época não tinha dinheiro pra comprar todos os livros que queria, usava e abusada da biblioteca da escola, mas sempre sentia falta do meu livro. Materialista como sou (e até um pouco além disso, eu leio no meu tempo e preferia ter os meus livros pra isso também), queria guardar todos em um potinho e andar com eles na bolsa.

O tempo foi passando, a faculdade me exigiu a lida de muitos livros técnicos, comecei a estagiar e podia comprar alguns livros… Fui me tornando adulta, tendo meu próprio dinheiro (pra livros e prateleiras) e eis que finalmente consegui iniciar uma biblioteca particular. Queria compartilhar um pouco dela com vocês.

Quando era solteira tive a honra de ter um quarto só meu, lá consegui iniciar uma prateleira bacanuda. Hoje estou casada, morando em outra casa (ainda alugada, então não consigo fazer muita coisa), e a maior parte de toda minha coleção está na casa da minha mãe, no meu antigo quarto (aguardando um lugar novo na nossa futura casa), e uma pequena parcela está comigo (devido a problemas técnicos, trouxe apenas meus DVD’s e CD’s).

mangasMinhas coleções começaram efetivamente com mangás (e alguns poucos quadrinhos). Passei boa parte da minha adolescência mergulhada na cultura japonesa. Mangá também era mais barato que livro. No fim completei apenas duas coleções, mas tenho edições raras (nem imaginava isso na época).

Hoje minha prateleira está assim, com minhas humildes coleções e uma variedade de bonequinhos e pelúcias que estão expostos (tem diversos outros em caixas ainda, aguardando um lugar ao Sol).

prateleira-livrosJá minha prateleira de livros está hoje mais completa e organizada. Tento separar os livros (nem sempre dá, já que a prateleira ficou pequena) em categorias e autor. Tem desde Tolkien até Nietzsche, passando por literatura estrangeira, nacional, técnicos de comunicação, técnicos de literatura, linguística, filosofia, quadrinhos e dicionários.

Essa prateleira é meu orgulho. Cuido dela melhor do que da minha saúde!

Como nesse momento não moro com meus livros (me aguardem bebês, estou indo buscar vocês!), tenho uma mesinha na minha casa, com alguns dos livros que ou estou usando pra estudo, ou lendo, ou na fila pra ler.

mesinha-livros

É basicamente uma mesinha de trabalho (ainda provisória, já que estamos em uma casa provisória), e além de livros tem aí muito lápis de cor (do Adriano), meu Koboo e Tablet, além do computador. Tem também coisinhas de escritório. Mas é aí que carinhosamente guardo meus livros “do momento”. É aí que estão também os livros que tenho publicação.

Sinto muito orgulho de cada livrinho que tem aí (pode parecer babelá, mas não é). O mais legal nisso é que você vê que as pessoas à sua volta também sentem orgulho. Livros são, afinal de contas, status.

Espero daqui uns poucos anos poder fazer uma publicação com uma biblioteca mais consolidada, com mais clássicos. Mas por enquanto, essa aí já me deixa pra lá de feliz.

livros

TAG – Experiências Literárias

Assinei um clube de livros e queria compartilhar essa experiência com vocês.

Passei alguns bons meses namorando o projeto, que é bem simples: um valor mensal (um valor ok) e um livro por mês. Demorei quase um ano para assinar, 2015 foi um ano conturbado financeiramente e o valor da assinatura faria diferença total no meu orçamento. Virou o ano, as coisas melhoraram e resolvi assinar em Março. No próprio mês recebi meu primeiro Kit.

O clube é o TAG – Experiências Literárias. Cada mês um curador escolhe um livro (contemporâneo ou não, de autor nacional ou internacional) e os assinantes só sabem qual o livro escolhido quando ele chega em sua casa, o que é mais legal, além do livro, um objeto (um mimo, pra ser mais sincera) que tenha alguma relação com o livro acompanha o kit e uma revista do mês.

Estou no meu segundo kit e já estou amando. É sempre uma surpresa e tem me ajudado a aumentar minha biblioteca pessoal além de conhecer uma gama maior de autores.

Ontem recebi meu kit de Abril, e tirei foto dos kits de março e abril pra compartilhar com vocês:

TAG-Kit_março

No Kit de Março veio uma cartinho direcionada pra mim, falando da alegria em ter minha presença entre os leitores. O livro foi A improvável jornada de Harold Fry, da Rachel Joyce. O mimo foi um sapatinho de chaveiro.

TAG_kit_Abril

Agora em Abril o livro é do John Willians: Prof Stoner. O mimo é uma garrafa com uma pequena mensagem.

Como estou adorando a emoção de cada caixa, vou compartilhando mês a mês com vocês, mas vale lembrar que pode ser que quem assine saiba qual o livro antes de receber o seu, já que, o post pode ir ao ar antes do seu livro chegar. De qualquer forma, vou compartilhar essa experiência.

Quem quiser assinar, eu recomendo! Quem tiver dúvida, pode perguntar, acompanhar os posts e ir acompanhando. Quem quiser kits antigos (tem vários que valem muito a pena) é só entrar em contato com o site.

Até o próximo mês!

Feira livro CCJ 2016

Hoje fui a minha terceira feira do livro do CCJ. Seguindo a tradição desses anos (quer recordar o primeiro e segundo?), estou aqui para falar de mais esse! (Apesar de ser a minha terceira participação, é o quarto ano que o centro cultural promove a feira)

Primeiro ano sem a Cosac Naify, o que é triste. Foi na primeira feira que consegui comprar meus primeiros livros da Cosac. Pra quem ainda não sabe, a feira trás livros das editoras com no mínimo 50%.

Esse foi também o primeiro ano que consegui ir no primeiro dia, e vale a pena! Primeiro, é um dia tranquilo. Da pra ver os livros com calma, passear pela feira sem ser amassado e o melhor: várias edições especiais que chegam em número reduzido ainda estão lá. Não tem falta de livros, como já sofri em outros anos.feira-do-livro-ccj-2016

Agora em 2016 aproveitei pra comprar vários livros da editora 34. Eles têm um catalogo incrível com edições bilíngues de clássicos gregos, latim, alemão, italiano (foram as edições que comprei rs).

Aproveitei também algumas promoções da Editora Cultrix. No total foram 13 livros (não me lembro exatamente quantos já comprei na feira, mas acho que foi meu recorde).

Como todos os anos, esse também vale à ida. Pelo que me lembro das editoras passadas, esse ano estamos com novas editoras (a Aleph é uma delas).

O mais bacana dessa feira é que conseguimos comprar livros muito bons, que são caríssimos, por preços acessíveis. Principalmente livros técnicos. Quem é fã de filosofia, design, literatura e história vai encontrar uma paraíso lá. Fora que tem bastante livro “popular”, e clássicos de diferentes traduções e editoras.

Além dos livros das editoras já tradicionais, tem livros de escritores independentes, quadrinhos, camisetas, bottons e várias coisinhas legais. Tem também outras coisas rolando no CCJ durante a feira e da pra aproveitar. Hoje tinha um pessoal declamando poemas.

Mas a dica é: vai logo. De preferencia amanhã cedo. Quanto mais demora, menos opções sobram. No domingo à tarde é legal aparecer por lá pra ver se tem algo sobrando ainda mais barato, mas ressalto: alguns livros vêm em quantidade pequena e acabam no primeiro dia.

Corre lá que ainda da tempo de pegar muita coisa boa! Mais informações aqui.

 

A eterna discussão sobre o fim do livro impresso

Hoje li um artigo do site O Futuro das Coisas sobre o fim do livro impresso: ele não vai acabar.

livros

Como publicitária, ouvi muito sobre o fim de meios de comunicação, a visão apocalíptica que alguns teóricos implodiram foi: a internet vai destruir os outros meios, principalmente os impressos.

Felizmente, a internet não destruiu nada, ela tem transformado. O que precisa acontecer é aprender a lidar, entender algumas quedas, adaptar-se, mas por fim, a internet tornou-se complementar.

Com livros impressos é a mesma situação.

Certa vez na pós-graduação um professor comentou: o fim do livro só será possível se for escrito em um livro.

Concordo com ele.

Livro é um artigo muito além do apenas ser impresso, é através do livro que são registradas: histórias, teorias, documentos. Um livro não é apenas um livro, ele é um registrador; quase uma maquina do tempo, um guardador de segredos. É através dos livros que temos contato com nossos antepassados, aprendemos histórias, defendemos trabalhos acadêmicos, somos alfabetizados, nos divertimos; é onde temos o registro do mundo.

Tá, mas tudo isso não pode ser feito digitalmente?

Claro que pode, e deve. Livros são – infelizmente- um produto que estraga se não cuidado, logo, pode-se perder o conteúdo (quem tem livros em casa, principalmente antigos, sabe o trabalho que é cuidar de cada um). Nada melhor que um backup digital, né? Vide o que aconteceu com o Museu da Língua Portuguesa. E ter um acervo digital não significa substituir o original impresso. Até porque, o digital pode também sofrer danos.

Os livros são, além de tudo, um artigo de status. Gigantes bibliotecas, livros raros, livros clássicos. Ainda existe uma forte imposição social pela obtenção de livros. Defini-se caráter e rotula-se por conta da posse de livros.

Entre debates e debates acredito que nunca teremos o fim do impresso. Livro é um artigo extremamente importante para a sociedade e o mundo. Seu fim, de fato, só poderá ser registrado em um próprio livro. E seu fim retomaria a uma perda histórica. Devemos sim é nos adaptar e evoluir.

E não devemos esquecer: o mercado literário move uma multidão.

O que acredito como futuro do mercado livreiro é que, as vendas digitais crescerão (como em todos os outros mercados, e no caso livros são mais baratos quando vendidos digitalmente), e quem sabe num futuro não tão distante, os sebos e as livrarias independentes ganhem uma força um pouco maior, assim como é hoje fora do Brasil?

Livros e Flores – Machado de Assis

O poema de sábado saiu numa terça à noite. Culpa dos olhos, que me fogem ao anual controle de sensibilidade. Dilatei a pupila, arte maldosa de médicos que me fizeram só hoje postar aqui.

Como recompensa, Machado. Com suas flores e livros. Comparando o amor físico por palavras com o carnal e encantador. Mistura poética e doce para hidratar a seca da solidão.

Livros e Flores

Teus olhos são meus livros.

Que livro há aí melhor,

Em que melhor se leia

A página do amor?

Flores me são teus lábios.

Em que melhor se beba

O bálsamo do amor?

Livros e Flores

Teus olhos são meus livros.

Que livro há aí melhor,

Em que melhor se leia,

A página do amor?

Flores me são teus lábios.

Onde há mais bela flor,

Em que melhor se beba

O bálsamo do amor?