Finalizei meus cursos de 2015

Fim de ano é sempre um período difícil né? Pra uma pessoa da publicidade é um tanto. Isso me fez ficar bons dias sem posts aqui.

Bom, durante esse tempo foram finalizados diferentes ciclos em minha vida, e entre eles os dois principais cursos de criação literária que fiz no decorrer de 2015: curso de extensão na PUC e o curso com a Sheyla.

Particularmente sobre a PUC: foi um curso que me mostrou diferentes pontos de vista e criação, me trouxe bons pontos para levar para a vida. Os dois professores que ministraram o curso foram ótimo, são, além de professores, inspirações. Descobri que um dos professores teve um percurso muito parecido com o meu. Bingo. Coisas assim que fazem cada vez mais entender meu caminho. Infelizmente chegou ao fim.

Sobre o curso em que a Sheyla ministrou: Escrever, demônio perverso. Pude aprender muito (muito mesmo) sobre teoria e prática literária. O curso todo tinha embasamento teórico, o que notei não ser tãoooo comum, mas que é ótimo. Infelizmente não li todo o conteúdo, mas tenho todo ele aqui do meu ladinho, esperando na fila. O que mais me alegrou no fim do curso foi ouvir um pouco sobre minha escrita e o que melhorar e principalmente: o incentivo para que eu faça sim um romance. Foi ótimo, mas achei o tempo um pouco curto para todo o conteúdo e objetivo.

Mas é isso, um processo novo iniciou daí, toda essa bagagem me fez entender o que parar e o que começar e principalmente: o que recomeçar.

Esse fim de 2015 e um longo 2016 vem aí, cheio de coisas que quero agora realizar.

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Nosso primeiro sarau.

Como eu  havia comentado anteriormente, nosso oitavo encontro da oficina foi diferente: fizemos um sarau.

Confesso que foi também minha primeira vez em um sarau tão profissional. Já havia participado de alguns na época da escola, mas nada tão legal. É claro, eu cresci e isso fez toda a diferença.

O sarau foi incrível. Cada um levou seus textos, como se fosse na oficina mesmo. Os textos pareceram mais maduros, o que é ótimo também :). O Sarau foi regado a um bom vinho, o que ajudou na desenvoltura da situação.

Pensei em postar fotos, mas por questões de uso de imagem dos colegas, preferi não postar :).

Não li nessa noite perfeita que tivemos, uma porque tinha pouco vinho no meu sangue rs, e outra porque como ficou um pouco tarde, não deu tempo. Mas o Marcelino disse que inicia a próxima reunião da oficina comigo lendo. Ai coração, guenta ai!

O sétimo dia da Oficina.

O último encontro da oficina começou de uma maneira diferente. Arrisco a dizer que até mais maduro. Debatemos as influências e o reflexo delas na vida do escritor, o plágio e os direitos do autor.

Foi uma ótima conversa. No fim as nossas opiniões não são tão diferentes nesse ponto. Acreditamos principalmente no respeito ao trabalho do outro e que as influências interferem sim na vida e obra de cada um.

Ponto importante para se colocar em discussão: até onde as influências interferem na obra? E até que ponto ela é saudável? E por fim, quando é a hora de nos desprendermos dessas influências?

Particularmente, acredito que as influências interferem diretamente na produção (isso em qualquer área), mas é uma situação saudável, já que será a partir daí que você cria o seu estilo. Confesso que ando perdida com o meu rs.

Depois da conversa com o grupo, voltamos as nossas atividades normais. O bom é que me inspirei para escrever um dos exercícios que estou com maior dificuldade: Linguagem do horóscopo. Até pensei em um conto levado pra comédia. Vamos ver o que dá, depois posto aqui pra vocês.

Para o próximo exercício temos que falar sobre o “último”, cada um ficou com um complemento para o último. O meu foi palavra. Última palavra. Gostei muito, poderei explorar diversos pontos com esse direcional.

Semana que vem o encontro será diferente, iremos a um bar beber, ler e conversar. Quando eu digo que pra mim a oficina é um “sociedade dos poetas mortos” não minto. E cada dia essa verdade tem se tornado mais forte.

Conto mais na próxima semana 🙂

Por falar nisso, ótima semana a todos.

Fichamento das emoções

Hoje na oficina tivemos um exercício bem legal. Ele é um fichamento de emoções. Simples.

Você escolhe um sentimento. A partir dele responde cinco perguntas: 1) o que é 20 qual a hora que acontece 3) qual a cor 4) qual o tamanho 5) quem você conhece que tem os olhos assim.

Fácil e difícil. Mas no fim é bastante divertido e ajuda muito na construção de textos. E também para conseguir expressar melhor sentimentos nos textos.

O tema de hoje foi vingança e diferentes resultados foram proporcionados.

Adorei tanto que essa será uma nova sessão no blog :), logo menos postarei minhas resposta sobre a vingança.

O sexto dia de oficina

Hoje foi sem dúvidas o melhor dia da oficina até agora.

Não estava com vontade de ir hoje, acordei um pouco chateada. Mas lutei contra meu próprio eu e fui. Melhor atitude. Por isso segue um conselho: nunca fuja dos seus medos, a melhor maneira de vencê-los é abraçando-o.

Voltemos ao resumo do dia de hoje.

Iniciamos o dia com um exercício simples. Chama-se: Fichário de emoções. O tema da primeira emoção desse fichário foi vingança. A brincadeira é simples, usando Vingança respondemos algumas perguntas como: Qual a cor da vingança? Qual a hora em que a vingança acontece?. Assim que terminamos de responder começou um tipo de Sarau. Cada um lia a sua resposta. Depois faço um tópico só para explicar esse exercício e posto as minhas respostas. E ao longo do tempo vou montando novos fichamentos.

Depois li o texto do “João“, e recebi ótimas criticas sobre meu texto. Ele não é meu melhor, I know it, e foi bom ouvir cada nova opinião. Teve algumas bem importantes das quais mencionarei aqui:

1) Preciso aproximar mais o narrador do fato.

2) Cuidado com verbos.

3) Preciso detalhar mais as ações, tipo: se o fulano andou rapidamente como foi esse andar? Derrubando cadeiras, caindo…

4) Eu tenho algumas frases que não parecem ter sido escritas em português, parecem uma tradução do inglês.

Esse último ponto me deixou até preocupada rs. O quanto estudar outras línguas tem influenciado na minha própria?

Preciso pensar nisso, escrever mais e voltar a ser mais a Day que eu era antes. E para me ajudar com tudo, o Marcelino me deu um livro. Preciso dizer que fiquei encantada e muito feliz. O livro chama-se O Brasil é bom. Ele é do André Sant’Anna e a publicação é pela Companhia das Letras. Lerei em breve e postarei uma resenha. Vamos ver o quanto André poderá me inspirar. Ganhei inclusive uma dedicatória do Marcelino.

ImagemImagem

Fiquei deverás feliz.

🙂

Quinto dia da Oficina

E chegamos então ao nosso quinto encontro.

Só li no segundo encontro então não tenho muito o que dizer sobre. Ao longo dos 4 encontros que participei (faltei em um 1) me surpreendi com cada novo texto sendo lido. Esses meus colegas escritores mandam muito bem. Tão bem, que até me achei a “estranha no ninho” e estou lutando para melhorar essa própria visão. Enfim, eu não li mais, não completei nenhum dos dois exercícios (um eu terminei e está aqui que é o texto sobre a doença), e no fim, não li mais para ouvir a opinião dos meus amigos.

Preciso me dedicar mais, eu sei.

E para o nosso sexto encontro eu tenho um desafio que está tomando meu sono. Preciso escrever algo sobre Horoscopo. Céus! Eu juro que não faço ideia do que escrever. O desafio é: estudar sobre, e escrever um texto com a linguagem do tema.  Estou desde sábado lendo sobre Astronomia, mas nada me vem a cabeça. O bom é que descobri que de acordo com na Astronomia Egípcia meu signo é do deus Osiris. E eu, obviamente amei. Não sou a detentora dos conhecimentos sobre a cultura egípcia, mas preciso dizer que sou apaixonada por essa civilização.

Enquanto isso, estou aqui matutando para escrever qualquer boa coisa relacionada ao mundo horoscopo. #SOS

Oliverio, meu Padrinho.

No primeiro dia de aula da Oficina (do qual está relatado aqui.) comentei sobre o apadrinhamento que tive.

Foi simples o processo de escolha, ou de ser escolhido. Em cada uma das cadeiras da sala havia um papel esperando o seu aluno. Cada papel tinha um padrinho ou madrinha que acompanhará seu aluno durante todo o percurso.

Na minha folha estava Oliverio Girondo. O primeiro ponto é que fiquei impressionada o quão difícil é achar informações sobre ele em nosso idioma materno. Quase tudo o que encontrei foi em espanhol. Resumindo, essa brilhante mente é Argentina, nasceu em Buenos Aires em 1891 e morreu em 1967. Girondo é considerado um dos maiores poetas argentinos.  Um vanguardista. Também era um milionário “aristocrata”, quando criança foi para a França e por lá estudou parte de sua vida. Dizem que nessa época ele viu Oscar Wilde e que esse foi uma de suas inspirações para se tornar o que foi.

Oliverio também é conhecido pela sua desconstrução do poema, que é temperado com o surrealismo, devido a sua junção de palavras e estrutura poetica. Uma de suas obras mais conhecidas é “20 poemas para se ler no bonde”. Onde tem inclusive uma passagem pelo Rio de Janeiro (ele esteve aqui com sua esposa por um período de seis meses). Foi também citado por Mario de Andrade em alguns de seus poemas.

Ainda estou descobrindo esse poeta incrível e seu que ainda tenho muitas coisas pra descobrir sobre ele, o que de fato será incrível. Confesso que no inicio fiquei apreensiva com essa escolha, mas quanto mais descubro e leio sobre ele, mais me encanto.

E como não podia faltar, um poema de Girondo:

EL PURO NO

El No

el no inóvulo

el no nonato

el noo

el no poslodocosmos de impuros ceros noes que noan noan noan

y nooan

y plurimono noan el morbo amorfo noo

no démono

no deo

sin son sin sexo ni órbita

el yerto inóseo noo en unisolo amódulo

sin poros ya sin nódulo

ni yo ni fosa ni hoyo

el macro no ni polvo

el no más nada todo

el puro no

sin no

O primeiro dia na Oficina.

O primeiro dia na Oficina foi algo espetacular. Espetacular é a palavra certa para resumir o que pude sentir ao entrar pela primeira vez no b_arco, subir as escadas da direita e entrar na primeira sala a esquerda.

Eu cheguei atrasada, bastante, tipo, uma hora atrasada. Não por culpa minha, mas por ter me perdido ao ir (não necessariamente me perder, mas pegar o ônibus mais demorado pra fazer um caminho que eu não conhecia).

Por fim cheguei, bati timidamente na porta e entrei. A sala estava lotada. Estavam todos reunidos em um circulo. Entrei tímida e sentei em uma das cadeiras vazias, totalmente envergonhada pela situação e o Marcelino falou algo sobre um escritor, do qual não recordo mais (descobri tardiamente que ele faz isso com todos que chegam atrasados). Peguei a folha separada posta em minha cadeira.

Depois tudo foi acontecendo naturalmente e fui me adaptando aquele mundo: as pessoas continuaram se apresentando e lendo algo original (proposta original da primeira aula era levar algo original seu).

Eu não tinha nada original, então escrevi um poema pequeno enquanto aguardava minha vez, pema esse que representava o que era estar ali pra mim. Depois me apresentei, morrendo de vergonha e li meu poema pequeno.

Foi então que prestei atenção de fato a folha colocada em minha cadeira. Que foi o ápice daquele primeiro dia: me deparei com um [acima, trecho da obra de um dos autores que estão fazendo a nova literatura brasileira] escrito no fim da folha e um espaço branco acima. Como não se sentir bem ao ser recebido com tal atenção? Por fim no fim do pequeno descritivo havia o nome de uma pessoa, descobri depois que fui apadrinhada por Oliverio Girondo (nome que estava ali). Todos foram e cada um foi apadrinhado ou amadrinhado por algum escritor. Tudo escolhido aleatoriamente, afinal os papeis foram deixados em cada uma das mesas e conforme o pessoal foi chegando foi sendo escolhido pelo lugar que o acomodaria, e lá, seu padrinho/madrinha o esperava.

Como eu disse no inicio espetacular

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A oficina de Criação Literária.

Há um ano e alguns meses atrás eu precisei contratar um freelancer para me ajudar com um projeto no trabalho. Depois de algumas indicações chegou o Zé. O Zé é rapaz bem divertido e prestativo. O trabalho dele comigo não era de grande tempo, mas em um dos poucos dias em que ele estava trabalhando ele me fez um pedido: imprimir um texto dele. Foi ai que uma pequena luz se acendeu. Depois de imprimir e perguntar, claro, para o que era, ele me contou sobre o b_arco, um centro cultural (comum aqui em São Paulo, não sei se em outros estados), e me disse que participava de uma das oficinas oferecidas pelo lugar: uma oficina de criação literária.

Na mesma hora fui procurar sobre o local e o tal curso. Qual não foi minha surpresa ao saber que algo que eu queria tanto estava mais perto do que imaginei. Pesquisei sobre a oficina, mas na época não havia nada aos sábados e durante a semana seria bastante difícil participar.

Esperei até que em Dezembro/2013 eu vi que havia aberto a tal da Oficina Literária e não tive dúvidas em me inscrever. Alguns meses de ansiedade depois as aulas se iniciaram, em um 08/03. Resumindo: amei-a. E depois monto um post específico para contar da primeira aula.

Quem ministra a oficina é o Marcelino Freire. Um pernambucano, escritor com média de 7 livros publicados e idealizador de alguns projetos, entre eles um dos meus favoritos é a Balada Literária, que acontece em São Paulo próximo ao fim do ano. O Marcelino tem uma coisa em curioso: ele trabalhou na mesma agencia de propaganda que hoje eu trabalho. Curioso? Um tanto.

Tenho diversas expectativas sobre o que será da vida a partir de agora. Mas contarei sobre elas em um próximo post, esse foi pra contar como conheci a Oficina. Aproveitem e vejam os cursos oferecidos pelo b_arco, tem coisas incríveis lá!