Shakespeare: O que as peças contam

Shakespeare: o que as peças contam — Tudo o que você precisa saber para descobrir e amar a obra do maior dramaturgo de todos os tempos

Bárbara Heliodora


shakespeare_o_que_as_pecas_co_1416330920422682sk1416330920bO autor:
Heliodora Carneiro de Mendonça, ou Bárbara Heliodora, foi professora, ensaísta, tradutora e crítica de teatro, mas sua fama se deu também pela sua especialização e estudos sobre William Shakespeare (arriscaria dizer uma das maiores estudiosas do bardo no Brasil). Nasceu e morreu no Rio de Janeiro.

Sinopse*: No ano em que se celebra os 450 de Shakespeare, Barbara Heliodora, a maior especialista brasileira no assunto, apresenta o melhor de cada uma das 37 obras do dramaturgo inglês. Dessa forma, o livro se afirma como um irresistível convite àqueles que ainda não conhecem a fundo o teatro shakespeariano, assim como para os que já se apaixonaram por esse clássico do teatro universal. Uma nota biográfica abre a edição e cada peça conta com uma sinopse, elenco de principais personagens e seleção de seus melhores trechos.

Resenha: Não sei se há muita coisa pra falar sobre esse livro, que é basicamente um guia das peças de Shakespeare, muito útil por sinal. Ele saiu em 2014, ano de comemoração dos 450 anos do bardo. O adquiri em 2016 e comecei a ler já no fim do ano.

Ele é dividido pelas datas de publicação das peças e pelas fases de escrita de Shakespare como inicio de carreira e maturidade. Cada uma dessas partes vem com uma introdução do momento histórico e de vida do autor, seguindo para as peças daquela fase, que ganham também uma leve introdução. Cada uma das peças é analisada, sendo apresentado o enredo e partes importantes dos textos.

O livro serve como um guia pra entender as peças (sendo você conhecedor ou não), ou pra pesquisas rápidas sobre ela. Muito bom pra consultas rápidas, principalmente se envolvem enredo.

(Sinopse do Skoob)

Shakespeare Lives!

Hoje, dia 23, comemoramos o aniversário de vida e morte de William Shakespeare.

Quem me conhece e acompanha o blog sabe minha paixão pelo bardo e seu trabalho. Em 2013 tive,  inclusive, a oportunidade de ir até o Globe em Londres e também à Stratford, onde conheci a casa em que ele viveu e visitei seu túmulo.

E hoje, em comemoração a seu aniversário trouxe uma lista dos posts com matérias, sonetos, escritos e eventos que participei envolvendo o mundo de Shakespeare.

A eternidade de Shakespeare

Soneto 18

Discussão sobre o gênero

Mesa de discussão sobre Shakespeare

450 anos de Shakespeare

Stratford

Shakespeare 400

Entrevista com Ricardo Cardoso

Miniguia das peças de Shakespeare (em colaboração)

A Sexualidade de Shakespeare em Shakespeare

Pra quem é fão, vale ficar de olho em todos os eventos que estão acontecendo no Brasil e no mundo, além dos links de live que acontecem pela BBC e British Council.

#ShakespeareLives

Shakespeare 400 – #ShakespeareLives

E no último dia 14/04 participei do primeiro de uma série de eventos que o British Council está promovendo em comemoração aos 400 anos de morte de William Shakespeare.foto 3 (3)

O evento foi um debate que reuniu JôSoares, Gabriel Villela e Greg Hicks foto 4 (1)com a curadoria de Nelson de Sá. Houve leitura por parte do Jô, que leu uma cena da peça Tróilo e Créssida, a qual traduziu e está dirigindo uma adaptação. Hicks também fez uma leitura de um trecho de Macbeth, peça em que ele dirige em São Paulo a partir de 20 de Abril. Villela levou a cena do balcão de Romeu e Julieta que dirigiu e foi encenado no Globe Theater.

Foi bem bacana, houve discussão sobre outras peças, adaptações e o que tem aparecido de novo no Brasil. Falou-se sobre e eternidade e contemporaneidade de Shakespeare, além de histórias e a personalidade do próprio bardo. Além de tudo, ganhei uma edição de Hamlet, nessa nova tradução que saiu há pouco tempo pela Companhia das Letras.

Pra quem é fã de Shakespeare, vale ficar de olho, diversos eventos tem acontecido e estão pra acontecer nos próximos dias.

 

Macbeth

Macbeth

William Shakespeare

Macbeth_Cosac_naifyO autor: Nascido em abril do ano de 1564 (morto em 1616 no mesmo mês). Ator, dramaturgo e poeta, ele é tido como o maior escritor do idioma inglês e o dramaturgo mais influente do mundo. Shakespeare nasceu na cidade inglesa de Stratford-Upon-Avon, situada no condado de Warwickshire, ao sul de Birmingham.

Sinopse*: Esta edição promove o encontro de três poetas – Bandeira, Shakespeare e Auden. Manuel Bandeira também foi tradutor, especialmente de peças de teatro, como ‘O círculo de giz caucasiano’ de Brecht e ‘Maria Stuart’ de Schiller. O casal de vilões Macbeth e Lady Macbeth, que sujam as mãos de sangue para chegar ao trono da Escócia, foi encarnado por atores do cinema e teatro do século XX – Sarah Bernhardt, John Gielgud, Lawrence Olivier, Jean Vilar, Paulo Autran e Tônia Carrero, entre outros reunidos na seleção iconográfica.

Resenha: O livro em si é um dos mais famosos (uma das peças mais famosas e encenadas) de Shakespeare, que envolve a ambição e tormenta do poder, até onde o homem vai para conquistá-la? Macbeth é envolvido com os desejos de ser grande, baseados no que três bruxas “profetizam” para ele: ser rei. Sua esposa, Lady Macbeth também é diretamente envolvida, e em diferentes análises considerada a realmente “Má” da história: influência seu marido e planeja sua grande vitória.

Macbeth estava em luta, ao lado do amigo Banquo. Encontram três bruxas que fazem diferentes profecias pra ambos: Macbeth seria nomeado Tane de Glamis e Rei da Escócia e Banquo seria pai de uma linhagem de reis.

Horas depois da profecia, Macbeth é nomeado Tane de Glamis, visto que o antigo traiu o rei, e Macbeth se mostrou honrado ao posto. Fissurado nesse destino que as bruxas falaram, volta para seu reinado e junto com a esposa, planejam a morte do Rei.

Depois de conquistar o reinado tão desejado, a vitória não veio tão alegre, pelo contrário. Mais mortes foram necessárias (inclusive do amigo Banquo) e a obsessão de Macbeth o faz parecer louco. Lady Macbeth começa também a adoecer e enlouquecer. Mais guerras foram necessárias e até uma ajuda da Inglaterra se fez presente para devolver o reinado a quem é de direito.

Grande parte do elenco morre na peça, por isso é considerada uma das mais sangrentas do bardo. Apesar de não ser a mais “complexa”, há grandes análises psicológicas feitas e muito ao que se estudar sobre o mundo de Macbeth.

Referente à tradução, particularmente gostei bastante. Manuel Bandeira manteve muita coisa do “original” e adaptou muito bem, trazendo uma versão ainda mais poética. A edição trás imagens das adaptações, reflexões e textos muito bons para acompanhar e analisar a obra. Uma edição bem bonita, que foi feita pela finada editora Cosac Naify.

(Sinopse do Skoob)

A eternidade de Shakespeare.

Shakespeare é uma inspiração pra mim. Como já devem ter visto, caros leitores do blog, muito cito sobre ele, vou em eventos, leio… Não sei quando nasceu essa admiração, meu primeiro contato consciente com ele foi no programa Ra Tim Bum (saudades infância nos anos 90), onde um dos episódios do senta que lá vem a história trouxe sonhos de uma noite de verão. Descobri o fato alguns anos depois, na biblioteca da escola olhando a prateleira de Shakespeare e escolhi o tal livro pra ler.

Desde então, muito contato (consciente ou não) se fez presente com o bardo. Minha primeira pesquisa na internet (ainda usando o Cadê) foi por Willian Shakespeare. Triste realidade que só achei arquivos em inglês (aí os primordes da internet tupiniquim) e precisei voltar a biblioteca para procurar um livro biografia.

O amor só cresceu no decorrer dos anos, das básicas pesquisas pra entender quem era essa pessoa até o que diríamos o médio conhecimento que tenho hoje. Ainda tenho muito o que ler, estudar, conhecer e descobrir sobre a pessoa que admiro.

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E hoje, o que queria compartilhar com vocês é um vídeo da TEDxVancouver com Christopher Gaze com o tema Shakespeare is everywhere. Se Shakespeare está em tudo? Pra mim. Iniciando pelo fato de existir os questionamentos sobre sua real existência. Mesmo que a pessoa William não tenha existido, que ela seja outra pessoa, essa pessoa, com pseudônimo de Shakespeare é o gênio. E mesmo que não seja só uma pessoa e sim um grupo de pessoas. É um grupo de grandes gênios da literatura. Quase um sociedade dos poetas mortos. Ainda que a pessoa William Shakespeare não tenha sido carne e osso, a alma e a essência Shakespeare existiu. E se tornou o eterno contemporâneo, ajudou a formar o mundo atual, gerou conflitos ainda hoje desesperadores, fez tragédia, drama, comédia e soneto. Se tornou eterno. E sua eternidade é o reflexo desse vídeo, disponível aqui.

Soneto 18 – Shakespeare

Hoje é o primeiro post do sábado de poema, descobri que hoje é curiosamente dia do poema. Quando decidi começar as postagens hoje foi sem qualquer ligação ao dia.

E nada mais eu do que começar com Shakespeare e um dos seus sonetos mais bonitos: o número 18.

Se te comparo a um dia de verão

És por certo mais belo e mais ameno

O vento espalha as folhas pelo chão

E o tempo do verão é bem pequeno

Ás vezes brilha o sol em demasia

Outras vezes demasia com frieza;

O que é belo declina em um só dia,

Na terna mutação da natureza

Mas em ti o verão será eterno,

E a beleza que tens não perderá

Nem chegarás da morte ao triste inverno

Nestas linhas com o tempo crescerá

E enquanto nessa terra houver um ser,

Meus versos vivos te farão viver

O soneto é repleto de poesia e belo em sua comparação, o eu lirico assemelha o amor ao verão e a eternização através das palavras.  O ritmo é padrão de um soneto, gostoso de ouvir e ler.

De um declamar suave e de analogias simples, o soneto trás a comparação dos poucos, mas intensos dias de verão. Lembrando que na Inglaterra o verão é um período muito aproveitado devido ao pouco tempo de dias quentes e invernos difíceis.

Shakespeare tem 154 sonetos e o 18 é considerado um dos mais bonitos. Não por menos.

Stratford

O trem chegou pontualmente às 14h20. O vagão já estava praticamente vazio naquela altura da viagem. Demorei duas horas e dez minutos para chegar.

Ventava. O ar frio trazia consigo a sensação de cortar a pele exposta. Na estação apenas a lojinha de doces, com a porta fechada, tinha movimento. As escadas pareciam um portal para aquele lugar tão sonhado. A placa com o nome da cidade balançava rangendo.

O céu estava de um azul limpo e com poucas nuvens. As folhas pintadas de outono encantavam o caminho, iam de amarelo ao vermelho escuro. Parecia um pouco vazio o caminho até o centro.

Tudo era envolto em seu nome, das lojas de roupas usadas às livrarias, por estátuas eternizando sua história. Não havia mapas à venda, o caminho tinha que ser seguido pelo próprio instinto. Um homem com piano andarilho alegrava o frio. De lá já se via a casa reluzente.

Pisar naquele chão me fez estremecer. Senti ali toda a presença literária que podia ter sido deixada. Da sala ao quarto, uma cozinha bagunçada. O amor de quem ali estava pra contar a história já conhecida.

Mas não era ali ainda que buscava o querer.

Já estava quase escurecendo. O vento úmido de chuva estava mais forte. O chão lamacento, o rio aparentemente calmo correndo devagar ao lado. Os barcos com poucas pessoas aventurando arriscar o frio. Corri mais rápido. Passo a passo sem querer perder o desconhecido caminho. Atento ao rumo da igreja, pontuda por cima das arvores. Era só ali que queria chegar. Os esquilos correndo, os estudantes voltando pra casa. A companhia de teatro no meio. Parecia um caminho sem fim, que me atormentava pelo tempo, que pouco tinha até o fim.

O muro não tinha portão, era amarelo. Bastou os primeiros passos para entender: havia túmulos em toda a volta. Poucas epígrafes resistiram aos séculos. De cruz celta a retângulos, alguns gastos, caídos. Poucos firmes. Do pó dos ossos poucos devem ter sobrevivido. Respirei fundo pra recuperar do susto. A volta toda da igreja tinha deles. Fora e dentro. Dos mais velhos que já pude ver, nenhum era desse século, nem do anterior.

Quando entrei um senhor, de muita idade, estava lá sentado. Me permitiu entrar. Ali não tinha altar, não um dos que se reza. Me direcionei direto a ele. No chão o túmulo estava demarcado no mármore claro. Respirei fundo. Estava ali, com o que de mais mortal restou de Shakespeare. Sentei perto, toquei o chão. Li ali a maldição, aquela que quis quebrar, meus ossos já exaltavam pela ideia. Rezei, pela alma que ali queria tomar pra mim. Que de alma nada ali tinha.

Quis deitar, me apoderar, deixar que aquela paixão e perfeição tomasse a mim. Mas de mim nada fez. Sai então em busca daquilo que o formou, os detalhes da igreja, os documentos oficiais. Toquei cada possível pedaço pra se apoderar de mim.

Percebi que mais do que ter estado onde nasceu, viveu, andou e comeu; estar ali com sua morte, com o cheiro de sua morte fez de mim querer ser poeta, querer ter e ser como a ti. Uma certeza daquilo que me estremecia. Dalí não resgatei suas memórias, mas fez o sangue percorrer diferente.

Durou apenas horas. Trouxe as poucas lembranças que pude. Soneto foi um deles. Mas comigo veio à melhor experiência: a ter estado com ele, a de ter tocado e admirado aquilo que fez Shakespeare ser Shakespeare.

Túmulo de Shakespeare na igreja Holy Trinity em Stratford-upon-avon
Túmulo de Shakespeare na igreja Holy Trinity em Stratford-upon-avon

Nove ensaios dantescos e A memória de Shakespeare

Nove ensaios dantescos e A memória de Shakespeare

Jorge Luis Borges

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Sinopse: Nove Ensaios Dantescos & a Memória de Shakespeare – Ainda muito moço, Borges começou a percorrer a árdua topografia do mundo dantesco ao longo das viagens de bonde que o levavam ao trabalho cotidiano na sucursal Miguel Cané da biblioteca municipal de Buenos Aires. Descobriu então que os labirintos em italiano se deixavam vencer pela percepção central da mais extraordinária poesia, como se fossem o simples percurso de uma viagem lúcida e reflexiva através de um outro e mesmo universo em que se espelha, conforme a visão do grande poeta italiano, a aventura do homem na Terra e depois da morte. Em 1982, os ensaios deste livro são como relatos que refazem, numa tela fragmentária, os sugestivos pormenores simbólicos da história dessa viagem, ao mesmo tempo comum e insólita.
Depois vêm “A memória de Shakespeare” e mais três contos fantásticos, em que o tranquilo domínio do estilo e as pulsantes obsessões se casam a motivos recorrentes: “Shakespeare é meu destino”, como se diz numa de suas páginas, mas além dele retornam a rosa, tantas vezes tematizada, os tigres, desta vez azuis e inalcançáveis, e o tema do duplo, que reescreve “O outro”, do Livro de areia, de outra e mais complexa perspectiva. O conjunto formaria com algumas histórias não escritas um novo livro de contos, inacabado com a morte do autor em 1986.

Autor: Jorge foi escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino. Nasceu em 25 de Agosto de 1899 e faleceu em 14 de Junho de 1986. Com uma gama grande de obras que abordam a filosofia, metafísica, mitologia e teologia em narrativas fantásticas.

Resenha: O livro inicia-se com os nove ensaios sobre a obra de Dante Alighieri: A Divina Comédia. Confesso que não li o poema o que dificultou bastante a leitura dos ensaios, apesar do fato, os textos me ajudaram a entender bastante sobre a obra ainda desconhecida em profundidade pra mim, Borges elabora uma visão mais crítica e detalhada referente a visão de Dante sobre a vida pós-morte, traz referencias e pontua as situações na obra. A poética de Borges faz com que, mesmo sem conhecer a obra original consigamos ler os ensaios e mergulhemos um pouco na história, com uma visão analítica e crítica. Imagino que quando ler A Divina Comédia eu vá ter um entendimento diferenciado por conta disso.

Depois vem A memória de Shakespeare, são 4 contos iniciando pelo meu favorito: 25 de Agosto de 1983, notem as proximidades com data de nascimento e ano de morte de Borges. O conto é pequeno, mas de uma narrativa gostosa e intrigante onde o personagem principal é o próprio Borges e seu Eu lírico. O conto fala sobre morte e se não lido com atenção você perde o fio da história. Dentre os quatro contos esse foi o meu favorito.

O conto é seguido por outros dois e apenas o último deles é A Memória de Shakespeare, o que confesso ter sido o mais aguardado por mim. O conto também é gostoso de ler (como tudo o que o Borges escreve), e narra a agonia do peso que se pode carregar ao adquirir essas memórias. Uma narrativa intrigante e que nos faz pensar sobre o fardo de ter consigo as memórias de um escritor tão memorável.

Como já disse, Borges tem uma escrita gostosa de ler, poética. E particularmente, gosto bastante de ler escritores consagrados analisando obras de outros escritores (no caso clássicos). Além das análises sobre Dante os contos formam uma estrutura envolvente na leitura. Um livro de poética linda (na pitada que eu gosto), analítico e com uma filosofia intrigante.

*Sinopse retirada do site Skoob (http://www.skoob.com.br/livros/nove-ensaios-dantescos–a-memoria-de-shakespeare/210872ed236043)

Discussão sobre “Gênero na obra de Shakespeare”

Ontem pude participar da mesa de discussão sobre o Gênero nas obras de Shakespeare. Os participantes da mesa eram: Ricardo Cardoso pós graduando em História Social; Regis Closel que hoje está no Shakespeare Institute; Ronaldo Marinsky da Unicamp; Ivan Fejó e o professor John Milton da USP. A mesa aconteceu na Biblioteca Mario de Andrade em São Paulo.

A discussão girou em torno da personificação do gênero nas peças do dramaturgo, considerando que na época em que as peças eram encenadas era proibido à participação de mulheres no teatro, então, todos os personagens eram encenados por homens, independente do gênero do personagem. Foram citadas as peças: Como Gostais e Noite de Reis, onde temos personagens femininos, que são interpretados por garotos, mas que esses personagens se travestem de garotos. É um pouco confuso mesmo, rs. Mas essas representações levam a diversas perguntas relacionadas ao homossexualismo e também ao amor não homossexual.

Temos também diversos “boatos” que na época existia um grande contato sexual entre os atores mais experientes perante os atores iniciantes. Fato que interfere de maneira direta e indireta na discussão.

E claro, a ausência de mais informações sobre a vida de Shakespeare não ajudam muito.

Os debates em torno da sexualidade se estenderam além de Shakespeare, já que pouco sabemos sobre o comportamento sexual na era elisabetana. Além do que Foucault já disse sobre a sexualidade, onde em muitos casos o problema não é o desejo é o ato.

E claro, um ponto importante que foi declaro é que a sexualidade é relativa em suas determinadas culturas e fases. Como exemplo temos os gregos e romanos.

Levando essas considerações à frente, chegamos ao assunto: as mulheres de Shakespeare. Não se pode negar o quanto Shakespeare enfatizou o feminismo em suas peças, e quanto às mulheres eram fundamentais e muitas vezes a voz da razão perante os demais personagens. Além é claro, de grandes heroínas, mulheres fortes, determinadas e incríveis.

Por fim, o ponto que foi levado em consideração foi à contemporaneidade de Shakespeare. Uma das frases que foi dita é que o que determina Shakespeare é a época em que ele é lido; o que o torna um imortal.

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Foi um ótimo debate. Adorei.